
Na noite desta sexta-feira (12/11), durante o lançamento do canal jornalístico SBT News, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a retirada do nome do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky, mantida pelo governo dos Estados Unidos.
Durante o evento, Lula afirmou que a decisão representa uma vitória da democracia brasileira. Segundo o presidente, em conversa recente com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi questionado se a retirada do nome de Moraes seria algo positivo para ele pessoalmente. Lula respondeu que não se tratava de um benefício individual, mas de algo importante para o Brasil e para a democracia do país.
O presidente destacou que a relação entre países deve ser pautada pelo respeito entre nações soberanas e que questões institucionais não podem ser tratadas como relações pessoais. Lula ressaltou ainda a importância da Suprema Corte brasileira, afirmando que o Judiciário é um pilar fundamental do funcionamento democrático.
Em sua fala, o presidente criticou a possibilidade de um chefe de Estado utilizar leis nacionais para punir autoridades de outro país que estejam, segundo ele, exercendo regularmente suas funções democráticas. Para o presidente, esse tipo de atitude representa uma afronta à soberania nacional.
Lula afirmou que a retirada do nome de Alexandre de Moraes da lista de sanções deve ser compreendida como uma vitória coletiva e simbólica da democracia brasileira, reforçando a autonomia do país e o respeito às suas instituições.
A Lei Magnitsky é um mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para aplicar sanções como bloqueio de bens e restrições financeiras a pessoas acusadas de envolvimento em corrupção ou graves violações de direitos humanos. Até o momento, o governo norte americano não detalhou oficialmente os motivos que levaram à retirada dos nomes da lista.
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