
Durante participação no Uai Podcast Goiás, o subtenente Sérgio comentou o debate sobre a possibilidade de guardas municipais receberem o título de polícia. Segundo ele, a discussão tem sido conduzida de forma que pode gerar divisão entre agentes de segurança pública, especialmente entre policiais militares e guardas municipais.
De acordo com o subtenente, o principal problema não está no reconhecimento das guardas, mas na falta de estrutura enfrentada por muitos profissionais no estado de Goiás. Ele afirma que diversas corporações ainda lidam com ausência de plano de carreira, fragilidade jurídica, carência de estrutura física e falta de equipamentos adequados para o trabalho.
Para Sérgio, conceder o título de polícia sem resolver essas questões pode criar uma falsa sensação de valorização. Na avaliação dele, apenas mudar a nomenclatura não garante autonomia nem condições reais de atuação. O subtenente também destacou que as competências das instituições de segurança precisam ser claramente definidas para evitar confusão no atendimento à população.
Ele explicou que, sem essa definição, o cidadão pode enfrentar dificuldades ao buscar ajuda em situações de emergência, sem saber exatamente qual órgão deve acionar. Para o subtenente, esse tipo de indefinição prejudica diretamente o serviço prestado à população.
Apesar das críticas ao modelo de mudança discutido atualmente, Sérgio reconheceu a importância do trabalho realizado pelas guardas municipais. Segundo ele, as corporações desempenham um papel relevante na segurança pública e merecem valorização.
No entanto, na visão do subtenente, esse reconhecimento precisa começar pela estruturação das instituições, com melhores condições de trabalho e debate sobre piso salarial para os profissionais da área. Ele afirmou ainda que existem municípios em Goiás onde a realidade das guardas evidencia a necessidade urgente de investimentos e organização institucional.
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