Pré-candidato a deputado federal afirma que partido busca construir um “palanque forte” para Lula em 2026.

O pré-candidato a deputado federal pelo PT em Goiás, Delúbio Soares, revelou que o partido tentou construir uma aliança com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) para as eleições de 2026, mas afirmou que as negociações não avançaram.
Segundo ele, diante da impossibilidade do acordo, a legenda passou a trabalhar pela construção de uma candidatura própria ao governo estadual em conjunto com partidos aliados.
Em entrevista ao Uai Podcast Goiás, Delúbio afirmou que a principal preocupação do PT é garantir um palanque competitivo para o presidente Lula em Goiás na próxima disputa eleitoral.
“Eu trabalhei desde que o Lula tomou posse para que a gente construísse um palanque forte do Lula em Goiás”, afirmou.
Segundo o petista, a estratégia inicial era buscar alianças capazes de fortalecer o campo governista no estado. Ele citou conversas com lideranças políticas e lembrou que uma das tentativas envolveu o senador Vanderlan Cardoso.
“A primeira experiência foi conversar com o senador Vanderlan, dele apoiar a nossa candidata aqui em Goiânia para prefeito e a gente apoiaria ele para senador ou governador em 2026. Essa aliança não foi possível fazer”, disse.
Após as eleições municipais, Delúbio afirma que as conversas se concentraram em torno de uma possível composição com Marconi Perillo. De acordo com ele, a proposta apresentada previa o apoio do PT à candidatura do tucano ao governo em troca do apoio a Lula na disputa presidencial.
“Eu dizia ao ex-governador Marconi: nós gostaríamos que você apoiasse a candidatura do Lula e, em contrapartida, nós apoiaríamos a sua candidatura aqui em Goiás. Vamos discutir o vice, vamos discutir a chapa de Senado em conjunto, mas queremos participar das eleições e formar um bom palanque para o Lula”, relatou.
Fim das negociações
Delúbio afirmou que aguardou uma resposta do ex-governador durante meses, mas que as tratativas foram encerradas após declarações públicas de Marconi descartando a aliança.
“Ele ficou dizendo que no mês seguinte daria uma resposta. Depois deu uma entrevista dizendo que essa aliança não era possível. A partir daí eu parei de procurá-lo”, declarou.
Apesar da frustração com o desfecho das negociações, o petista avaliou que uma composição poderia ter fortalecido eleitoralmente ambos os grupos.
“A experiência de um governador de quatro mandatos, somada à militância do PT e à estrutura de campanha que nós temos, ajudaria muito. Mas foi uma decisão dele não fazer essa aliança conosco”, afirmou.
PT discute nome para o governo
Com o cenário redefinido, o partido passou a discutir uma candidatura própria em conjunto com aliados da federação formada por PT, PCdoB e PV, além de manter diálogo com PSB, PDT, PSOL e Rede.
“Nós estamos trabalhando agora para uma candidatura nossa e dos aliados. Temos uma federação que envolve PT, PCdoB e PV e também estamos dialogando com PSB, PDT, PSOL e Rede”, disse.
Questionado sobre a demora na definição de um nome para disputar o Palácio das Esmeraldas, Delúbio afirmou que a decisão está sob responsabilidade da presidente estadual do PT, Adriana Accorsi, e que o processo também contará com participação da direção nacional do partido e do presidente Lula.
“O PT de Goiás vai apresentar uma proposta. Essa proposta será analisada pelo diretório nacional e pela federação. Também vai ter influência do presidente Lula”, explicou.
Segundo ele, durante a visita recente de Lula a Goiás, houve tentativas de antecipar a discussão, mas o presidente preferiu deixar o debate para outro momento.
“Ele disse que estava em uma agenda institucional e que chamaria posteriormente os partidos para discutir quem será o candidato a governador e os candidatos ao Senado”, contou.
Embora tenha evitado defender publicamente um nome para disputar o governo estadual, Delúbio fez elogios à presidente estadual do PSB, Aava Santiago, apontada por ele como um dos quadros mais qualificados do campo progressista goiano.
“A Aava é uma excelente candidata. É uma candidata que tem muita força política”, afirmou.
Segundo ele, Aava é a “candidata dos sonhos” ao Senado. Ainda assim, reforçou que seguirá a orientação partidária na definição do projeto eleitoral para 2026.
“Vou votar com a relatora. A relatora desse processo é a Adriana Accorsi, que é a presidente do nosso partido. Eu vou acatar o que o PT decidir”, concluiu