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Vai à Chapada ou a Pirenópolis no fim de semana? Alerta de tempestade pede cuidado redobrado nas cachoeiras

Inmet e Cimehgo preveem tempestades, granizo e rajadas de vento em Goiás entre a sexta-feira (16/10) e o domingo (18/10). Veja como se proteger da cabeça d'água em rios e cachoeiras.

Por Débora Evelyn · 4 min de leitura
Cachoeira na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, destino que exige cuidado com chuva e cabeça d'água
Foto: Goiás Turismo/Divulgação

Inmet emitiu alerta amarelo para sábado e domingo, com até 50 mm de chuva por dia; Corpo de Bombeiros orienta a não entrar na água quando o tempo fecha rio acima

Quem planeja aproveitar o fim de semana nas cachoeiras de Alto Paraíso, Cavalcante, Pirenópolis ou Formosa precisa olhar o céu e a previsão antes de cair na água. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de tempestade para Goiás no sábado (17/10) e no domingo (18/10), com chuva de até 50 milímetros por dia, ventos de 40 a 60 km/h e risco de granizo. O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) também aponta potencial para tempestades em mais de 150 dos 246 municípios goianos desde esta sexta-feira (16/10).

A mudança no tempo vem com o avanço de uma frente fria que começou a provocar chuva no centro-sul do estado na quinta-feira (15/10) e, a partir desta sexta, espalha instabilidade para o centro-norte, justamente onde ficam os principais destinos de ecoturismo de Goiás.

Quanto deve chover nos destinos turísticos

Pela previsão do Cimehgo, o leste goiano, que inclui o Entorno do Distrito Federal, pode acumular até 45 mm. No norte e no oeste, os volumes chegam a 40 mm. Entre as cidades destacadas pelo órgão estão Pirenópolis, Alto Paraíso de Goiás, Formosa e Porangatu, com previsão de cerca de 20 mm, e Cocalzinho de Goiás, com 25 mm. As mínimas devem ficar entre 17°C e 21°C, e as máximas entre 32°C e 35°C, ou seja, o calor continua e deixa o banho de cachoeira ainda mais tentador.

“Vamos nos preparar para tempestades, rajadas de vento que podem ultrapassar 70 km/h”, afirmou o gerente do Cimehgo, André Amorim, ao comentar a chegada da frente fria. O Inmet trabalha com chuva de 20 a 30 mm por hora nos momentos mais fortes, o suficiente para encher rapidamente córregos e rios de serra.

Por que a cabeça d’água é o maior perigo

A chamada cabeça d’água é a subida repentina do nível de um rio, provocada por chuva forte nas cabeceiras. O ponto crítico é que ela pode chegar mesmo quando está fazendo sol na cachoeira. Em regiões de relevo acidentado, como a Chapada dos Veadeiros e a Serra dos Pireneus, a água desce encaixada nos cânions e ganha força em poucos minutos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, coronel Washington Luiz Vaz Júnior, já resumiu a regra em entrevista no início do ano: se o tempo está fechado acima do rio, “não se entra”. “Pode estar chovendo com volume muito grande acima do rio e esse volume descer e te encontrar”, explicou. Segundo ele, não existe alarme sonoro; o único aviso é o próprio aumento da água. “Percebeu, tem que sair. É muito rápido.”

O que muda para você

  • Confira a previsão antes de sair e evite programar banho de rio para a tarde, quando as pancadas costumam ser mais fortes nesta época do ano.
  • Olhe para a cabeceira: nuvens escuras, trovoadas ou chuva na serra são motivo para deixar a água, mesmo com sol no poço.
  • Sinais de alerta: água que muda de cor e fica barrenta, aumento de galhos e folhas boiando e barulho mais forte da correnteza indicam que o rio está subindo.
  • Saia pelo lado certo: ao perceber a mudança, vá imediatamente para a margem mais próxima da trilha de saída e para pontos altos. Não tente atravessar o rio.
  • Use colete salva-vidas em poços e quedas d’água, como recomendam os Bombeiros.
  • Respeite fechamentos: atrativos particulares e unidades de conservação podem interditar trilhas e poços quando chove. Siga a orientação de guias e brigadistas.
  • Raios: durante trovoadas, saia da água e de áreas descampadas e não se abrigue embaixo de árvores isoladas.

Na estrada e em casa

O alerta também vale para quem pega a estrada rumo à Chapada, pela GO-118, ou a Pirenópolis. Com pista molhada, a recomendação é reduzir a velocidade, aumentar a distância do carro da frente e evitar parar no acostamento durante temporal forte, a não ser em emergência. O Inmet lista ainda riscos de queda de galhos, cortes de energia e alagamentos pontuais.

Em caso de emergência, acione o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil pelo 199. Quedas de fios e falta de energia devem ser comunicadas à Equatorial Goiás pelos canais de atendimento da concessionária.

E depois do fim de semana?

Pelo Inmet, o domingo (18/10) tende a ter tempestades mais isoladas, com melhora à tarde e períodos de sol em parte do estado. Ainda assim, outubro marca a transição para o período chuvoso no Cerrado, e as pancadas devem ficar cada vez mais frequentes nas próximas semanas, o que exige atenção de quem visita rios e cachoeiras até o fim do verão.

Acompanhe o Uai Notícias Goiás para mais informações sobre turismo e previsão do tempo e compartilhe este alerta com quem vai viajar. Veja também: Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros entra na reta final.

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