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Política

Presidente do TSE afirma que prorrogação da votação não alterou resultado e reconhece reeleição de Lula

Ministro Kassio Nunes Marques reconheceu dificuldades técnicas provocadas pela extensão do horário, mas garantiu a segurança da apuração e confirmou a vitória do presidente.

Por Kelly Sales · 3 min de leitura

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25/10) que a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais não comprometeu a apuração dos votos. A declaração ocorreu após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou o ministro durante pronunciamento à imprensa.

A ampliação do horário de votação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às seções eleitorais.

A decisão permitiu que locais de votação ainda abertos às 17h continuassem recebendo eleitores até as 19h, no horário de Brasília. Seções que já haviam encerrado as atividades não foram reabertas.

Segundo Nunes Marques, a medida exigiu adaptações nos sistemas de apuração, além de providências para garantir a segurança de servidores e mesários.

O ministro explicou que a determinação foi comunicada quando milhares de urnas já haviam sido encerradas, o que levou à suspensão temporária do recebimento dos boletins de urna.

“Prorrogar uma eleição é possível, mas tem que ser pensado e estruturado”, afirmou.

Apesar dos obstáculos, o presidente do TSE destacou que as equipes técnicas conseguiram executar as medidas necessárias sem comprometer a confiabilidade do processo eleitoral.

Durante o pronunciamento, Kassio Nunes Marques anunciou oficialmente a reeleição de Lula e parabenizou os candidatos pela participação no segundo turno.

De acordo com os dados divulgados pelo TSE, o presidente recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.

A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos.

Nunes Marques também informou que entrou em contato com Lula e Flávio Bolsonaro para comunicar o resultado da disputa presidencial.

O ministro ressaltou a participação popular e o trabalho realizado pela Justiça Eleitoral para garantir o funcionamento das seções em todo o país.

As declarações do presidente do TSE ocorreram em meio aos questionamentos apresentados por Flávio Bolsonaro sobre a condução do segundo turno.

Após a derrota, o senador afirmou que não reconhece o resultado e anunciou a intenção de solicitar judicialmente a anulação da eleição. Entre os argumentos apresentados, criticou a ampliação do horário de votação e levantou suspeitas sobre a fiscalização do processo eleitoral.

A campanha de Flávio também havia solicitado a extensão do período de votação em municípios afetados pelas fortes chuvas.

Até o momento, não há decisão judicial que determine a anulação do pleito. Eventuais contestações deverão ser analisadas pela Justiça Eleitoral, mediante a apresentação de fundamentos e provas.

Ao apresentar o balanço do segundo turno, Nunes Marques informou que mais de 128 milhões de brasileiros compareceram às urnas, com abstenção próxima de 19,2%.

Das 499.248 urnas utilizadas, 1.551 precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,31% do total.

O presidente do tribunal também destacou a atuação dos observadores eleitorais nacionais e internacionais e defendeu o aperfeiçoamento dos procedimentos para futuras eleições.

Com a reeleição confirmada pela Justiça Eleitoral, Lula deverá iniciar seu quarto mandato presidencial em 1º de janeiro de 2027.

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