CDL e OAB de Iporá criticam listas que associam comerciantes a partidos políticos
Entidades de Iporá pedem que moradores não compartilhem listas que atribuem preferência partidária a empresas; não há comprovação das filiações citadas.
Manifestações divulgadas após o segundo turno alertam para exposição de estabelecimentos e possíveis efeitos sobre trabalhadores e a economia local.

A circulação de mensagens que associam empresas de Iporá, no Oeste de Goiás, a preferências partidárias provocou manifestações de duas entidades locais. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticaram a divulgação de listas de estabelecimentos apontados como apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e de apelos para que consumidores deixem de comprar nesses locais.
De acordo com reportagem publicada pelo Mais Goiás em (30/10), a nota da OAB foi divulgada na quarta-feira (28/10), enquanto a CDL se posicionou na quinta-feira (29/10). As entidades manifestaram preocupação com a exposição de comerciantes em grupos de mensagens após a eleição presidencial.
A CDL argumenta que iniciativas de boicote baseadas em atribuições políticas podem atingir não apenas os responsáveis pelos negócios, mas também empregados e famílias que dependem da atividade comercial. A entidade pediu que a população não contribua para espalhar o material.
Já a subseção da OAB alertou para as possíveis consequências jurídicas de publicações que exponham pessoas e empresas. A orientação divulgada é que os atingidos guardem registros das mensagens e procurem avaliação jurídica sobre eventuais medidas cabíveis.
Não há, nas informações consultadas, comprovação de que os estabelecimentos mencionados nas listas tenham declarado apoio a um partido. Também não foi apresentado levantamento que permita medir prejuízos financeiros decorrentes da circulação do conteúdo. Por esse motivo, o Uai Notícias Goiás não reproduz os nomes dos comerciantes nem as mensagens compartilhadas.
O episódio ocorre em um momento de atenção às denúncias de constrangimento e discriminação ligados ao ambiente eleitoral. A preferência política atribuída a uma pessoa ou empresa não pode ser tratada como fato sem confirmação, e eventuais responsabilidades por publicações específicas dependem de análise das circunstâncias e das autoridades competentes.
As manifestações das entidades foram noticiadas pelo Mais Goiás em (30/10). Até a conclusão desta reportagem, não havia confirmação independente sobre a autoria das listas ou sobre sanções aplicadas aos responsáveis.
