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Política

Lula diz que evita igrejas durante campanhas e critica uso de templos para pedir votos

Por Kelly Sales · 2 min de leitura

Presidente afirma que respeita a fé dos brasileiros e defende que espaços religiosos não sejam utilizados para promover candidaturas durante as eleições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que evita frequentar igrejas durante períodos eleitorais por considerar inadequado transformar celebrações religiosas em oportunidades para conquistar votos. Segundo ele, a decisão está relacionada ao respeito à liberdade religiosa e à convicção de que a fé não deve ser utilizada como instrumento de disputa política.

Lula também declarou que não pretende utilizar templos religiosos como palanque eleitoral, defendendo que esses espaços sejam preservados para a prática da fé.

Ao abordar a relação entre política e religião, Lula afirmou que o governo deve atender à população independentemente de suas crenças. Segundo ele, as políticas públicas precisam alcançar todos os brasileiros, sem distinção religiosa.

O posicionamento foi reiterado em setembro de 2026, durante um encontro com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto. Na ocasião, o presidente declarou que não aceita convites para realizar discursos eleitorais em igrejas, sejam elas católicas ou evangélicas.

Lula também destacou que prefere realizar atividades políticas em espaços públicos, preservando os templos como ambientes destinados à prática religiosa.

Apesar das declarações contrárias à utilização eleitoral das igrejas, a religião passou a ocupar espaço em manifestações recentes do presidente.

No fim de setembro, durante um comício em Belém, no Pará, Lula recebeu e exibiu ao público uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Em outra agenda, em Fortaleza, fez referências à padroeira do Brasil.

Os episódios ocorreram após a circulação de informações falsas envolvendo Nossa Senhora Aparecida e o candidato Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.

A relação entre religião e política permanece entre os assuntos discutidos durante a campanha de 2026, especialmente diante da participação de lideranças religiosas em eventos eleitorais.

Um levantamento realizado pela More in Common Brasil e pelo grupo Passagens, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisou 7.456 cultos e missas em 25 estados e no Distrito Federal. O estudo identificou manifestações de promoção ou oposição a candidaturas em 3,2% das celebrações examinadas nos dois domingos anteriores ao primeiro turno.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, o posicionamento dos candidatos sobre a participação de instituições religiosas na política segue em discussão no cenário nacional.

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