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PF encontra sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de amigo de Flávio Bolsonaro

Por Kelly Sales · 5 min de leitura
PF encontra sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de amigo de Flávio Bolsonaro

Compartimento com porta aparentemente blindada foi localizado no Aeroporto de Brasília durante investigação sobre suspeitas de fraudes no INSS. Defesa do advogado Willer Tomaz nega irregularidades e afirma que estrutura era utilizada para serviços de transporte de valores.

A Polícia Federal (PF) encontrou uma sala secreta com uma máquina de contar dinheiro, malas e prateleiras em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília, utilizado por empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

A descoberta, divulgada pelo Jornal Nacional nesta quarta-feira (21), ocorreu durante uma operação de busca e apreensão realizada em agosto, no âmbito das investigações sobre suspeitas de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo os investigadores, o compartimento ficava escondido atrás de um painel de madeira e possuía uma porta aparentemente blindada. A estrutura levantou suspeitas de que o espaço pudesse ser utilizado para armazenar dinheiro em espécie e outros bens.

Apesar dos equipamentos encontrados, a Polícia Federal não localizou dinheiro no interior da sala. A finalidade do ambiente permanece sob investigação. <Cite refs={[“turn759128search8″,”turn759128search9”]}/>

O compartimento foi localizado durante diligências realizadas pela PF em endereços associados ao advogado Willer Tomaz.

Conforme as informações divulgadas, uma denúncia anônima levou os investigadores a examinar a estrutura existente no hangar.

Atrás de um painel de madeira, os agentes identificaram uma passagem que dava acesso a uma sala reservada, equipada com prateleiras e uma máquina utilizada para contar cédulas.

A suspeita dos investigadores é de que o espaço pudesse servir para guardar valores. No entanto, a existência da sala e dos equipamentos, isoladamente, não comprova movimentação financeira ilegal.

Durante a operação, os policiais também encontraram outra máquina de contar dinheiro na residência do advogado. Quatro aeronaves vinculadas às empresas de Tomaz foram apreendidas.

A descoberta ocorreu no contexto da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos associativos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Entre as linhas de apuração estão possíveis irregularidades financeiras e suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo pessoas e empresas relacionadas aos investigados.

Os investigadores buscam esclarecer a origem e a destinação de recursos financeiros, além de identificar eventuais mecanismos utilizados para movimentar ou ocultar valores.

A análise das informações coletadas deverá contribuir para determinar se os equipamentos e a estrutura encontrados no hangar têm relação com as suspeitas apuradas.

Willer Tomaz é advogado e empresário com atuação no setor de aviação, além de manter uma relação de amizade com Flávio Bolsonaro.

O nome do senador também passou a integrar apurações relacionadas a movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas ao advogado.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um procedimento que envolve Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz.

A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, em razão do foro por prerrogativa de função do senador.

Entre os elementos examinados estão relações financeiras, registros empresariais e operações envolvendo empresas vinculadas ao advogado.

É importante destacar que a descoberta da sala no hangar não comprova participação de Flávio Bolsonaro em qualquer irregularidade relacionada ao compartimento. A eventual existência de responsabilidades depende da apuração dos fatos e da avaliação das provas reunidas.

Em manifestação divulgada após a revelação do caso, a defesa de Willer Tomaz confirmou a existência do compartimento e dos equipamentos, mas rejeitou qualquer associação da estrutura com atividades ilegais.

Segundo os advogados, o ambiente funcionava como uma sala-cofre destinada ao atendimento de empresas especializadas no transporte de valores, que utilizariam os serviços das empresas de aviação do advogado.

A defesa explicou que operações de transporte aéreo de dinheiro exigem medidas específicas de segurança e controle, o que justificaria a existência de ambientes protegidos, malotes e equipamentos de contagem de cédulas.

Os representantes de Tomaz também destacaram que nenhum valor em espécie foi encontrado no local durante a operação policial.

Em nota, classificaram como fantasiosa a hipótese de que a estrutura fosse utilizada para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita, afirmando que não foram apresentadas provas que sustentem essa conclusão.

A divulgação das informações ocorre na reta final da campanha presidencial de 2026, quando Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos últimos dias, os dois candidatos protagonizaram uma troca de declarações sobre a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos, com exigências envolvendo também familiares, assessores e pessoas próximas.

A revelação da sala encontrada no hangar acrescenta um novo elemento à discussão pública sobre as investigações financeiras envolvendo pessoas ligadas aos candidatos.

Entretanto, os procedimentos policiais têm natureza própria e devem ser analisados com base nos elementos reunidos pelas autoridades, independentemente do calendário eleitoral.

Entre os pontos que permanecem sob apuração estão a finalidade efetiva do compartimento, o histórico de utilização da sala, a origem de eventuais valores movimentados e a possível relação da estrutura com os fatos investigados pela Polícia Federal.

A análise de documentos, registros empresariais e informações financeiras poderá contribuir para esclarecer as suspeitas.

Até o momento, a descoberta do espaço e da máquina de contar dinheiro não permite concluir que o local tenha sido utilizado para práticas criminosas.

A investigação segue em andamento, e os envolvidos têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

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