“Se sua empresa lucra R$ 1 milhão, seu dízimo é R$ 100 mil”, diz Silas Malafaia
Pastor critica fiéis que contribuem com valores inferiores a 10% dos rendimentos e afirma que a obrigação religiosa também deve considerar os lucros empresariais.

O pastor Silas Malafaia chamou a atenção ao defender que fiéis destinem integralmente 10% de seus rendimentos ao dízimo, incluindo os lucros obtidos por empresas. Durante uma declaração, o líder religioso criticou pessoas que, segundo ele, realizam contribuições inferiores ao percentual esperado apenas para demonstrar participação financeira na igreja.
Ao abordar o assunto, Malafaia utilizou como exemplo um empresário cuja empresa registra lucro de R$ 1 milhão. Segundo o pastor, nesse cenário, R$ 100 mil deveriam ser destinados ao dízimo, independentemente de como o responsável pelo negócio decida utilizar o restante do dinheiro.
“Se a tua empresa tá dando lucro de um milhão e você quer usar cem mil pra tua vida, ok, é decisão tua. Só que teu dízimo é cem mil pau”, afirmou.
O religioso também questionou a conduta de pessoas que, em sua avaliação, tentam aparentar fidelidade à prática religiosa ao contribuir com quantias menores.
Pastor critica contribuições abaixo dos 10%
Durante a manifestação, Malafaia apresentou situações hipotéticas de fiéis que deveriam contribuir com R$ 5 mil ou R$ 10 mil, mas entregariam apenas R$ 1 mil ou R$ 2 mil, respectivamente.
Para o pastor, a prática representaria uma tentativa de demonstrar compromisso com a igreja sem cumprir integralmente o percentual que ele considera devido.
“Tem gente que pensa que Deus é trouxa”, declarou.
Na sequência, o líder religioso afirmou que os valores recebidos pelos fiéis não poderiam ser ocultados de Deus, mesmo quando as contribuições fossem registradas pela instituição.
“Você está mentindo para Deus, você está mentindo para a igreja, você está enganando a noiva de Cristo, que é a igreja”, disse.
Dízimo e rendimentos empresariais
A declaração também abordou a responsabilidade de empresários em relação às contribuições religiosas. Malafaia defendeu que o cálculo do dízimo considere o lucro das atividades comerciais, e não apenas os valores destinados às despesas pessoais dos proprietários.
O dízimo corresponde tradicionalmente à décima parte dos rendimentos e é adotado por diferentes denominações cristãs, embora sua interpretação e aplicação variem entre as instituições religiosas.
No Brasil, a contribuição é voluntária e não constitui uma obrigação financeira imposta pela legislação aos integrantes de comunidades religiosas.
As declarações de Malafaia colocam em evidência as orientações sobre o pagamento do dízimo, especialmente quando envolvem rendimentos elevados, patrimônio empresarial e a autonomia dos fiéis na administração de seus recursos.
