Inhumas produz 1 em cada 6 ovos de Goiás e é a 16ª maior produtora do país; Cabeceiras tem o maior salto
Município do Centro goiano lidera o ranking estadual desde 2021, com 48,2 milhões de dúzias em 2025. Levantamento da Seapa mostra ainda que o preço da caixa caiu 8,2% em um ano

Se você comprou uma dúzia de ovos em Goiás, há boa chance de ela ter saído de Inhumas. O município do Centro goiano, a cerca de 40 km de Goiânia, produziu 48,2 milhões de dúzias em 2025, o equivalente a 16,4% de todos os ovos de galinha do estado, ou seja, praticamente 1 em cada 6. Com isso, Inhumas segue no topo do ranking goiano, posição que ocupa desde 2021, e aparece em 16º lugar entre os municípios produtores do Brasil.
Os números são do levantamento Agro em Dados, da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), feito com base em dados do IBGE. O boletim mostra que a postura de ovos está presente nos 246 municípios goianos, mas se concentra no Sul e no Centro do estado.
Cabeceiras e São Francisco de Goiás são os destaques do crescimento
Se Inhumas é a líder em volume, o maior salto de um ano para o outro veio do Entorno do Distrito Federal. Cabeceiras aumentou a produção em 59,1% entre 2024 e 2025, o maior crescimento entre os municípios goianos. Já São Francisco de Goiás, vizinho de Pirenópolis e Jaraguá, cresceu 33,2% e chegou à 6ª posição no ranking estadual.
São Francisco de Goiás, aliás, está em evidência nesta semana por outro motivo: a prefeitura anunciou um concurso com 442 vagas e salários de até R$ 10,5 mil.
Produção cresce mais de 50% em dez anos
Entre 2016 e 2025, a produção de ovos em Goiás aumentou 53,8%, e o número de galinhas poedeiras cresceu 53,1%, chegando a 46,9 milhões de aves. No primeiro semestre de 2026, o estado produziu 128,5 milhões de dúzias, o segundo melhor resultado da série histórica para o período, atrás apenas de 2025.
O valor bruto da produção (VBP) de ovos em Goiás chegou a cerca de R$ 1,6 bilhão em 2025, o maior já registrado. Para 2026, a estimativa do Ministério da Agricultura é de recuo para perto de R$ 1,4 bilhão, mesmo patamar de 2024, puxado pela queda nos preços.
E o preço do ovo?
Para quem vai ao supermercado, a notícia é melhor. Segundo as cotações do Cepea usadas no boletim, a caixa de 30 dúzias de ovos brancos fechou setembro de 2026 com média de R$ 133,29, valor 8,2% menor que o de setembro de 2025 e 0,8% abaixo de agosto. O pico ocorreu em março de 2025, quando a caixa chegou a R$ 203,01.
O consumo também subiu: cada brasileiro comeu, em média, 288 ovos em 2025, 7,1% a mais que no ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Ovo goiano também vai para fora do país
Goiás voltou a exportar ovos para incubação em 2023, depois de cinco anos sem embarques, e em 2025 faturou US$ 1,5 milhão com esse produto, ficando em 5º lugar entre os 12 estados exportadores. Os destinos foram Arábia Saudita, México, Senegal e Venezuela.
Nos ovos frescos, as vendas externas de 2025 se concentraram em Cristalina (US$ 1,5 milhão) e São João d’Aliança (US$ 684 mil). Em 2026, Luziânia entrou na lista e somou US$ 246,4 mil de janeiro a agosto. No período, as exportações goianas de ovos chegaram a 346,2 toneladas e US$ 1 milhão.
Entenda os números
- Maior produtor de Goiás: Inhumas, com 48,2 milhões de dúzias em 2025 (16,4% do estado)
- Posição nacional de Inhumas: 16º lugar
- Maior crescimento: Cabeceiras (+59,1%); São Francisco de Goiás (+33,2%, 6º no estado)
- Plantel goiano: 46,9 milhões de galinhas poedeiras
- Preço da caixa (set/2026): R$ 133,29, queda de 8,2% em um ano
- Produção no Brasil (2025): 4,9 bilhões de dúzias; o país é o 5º maior produtor do mundo
- Fonte: Seapa (Agro em Dados, outubro de 2026), com dados de IBGE, Cepea, Mapa e ABPA
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