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Prédio de quatro andares desaba na região do Brás, em São Paulo, deixa feridos e mobiliza bombeiros

Imóvel comercial tinha 35 pessoas no momento do desabamento. Quatro vítimas foram encaminhadas ao hospital e equipes de resgate interromperam as buscas devido ao risco de novos desmoronamentos.

Por Kelly Sales · Atualizado · 3 min de leitura
Prédio de quatro andares desaba na região do Brás, em São Paulo, deixa feridos e mobiliza bombeiros


Um prédio de quatro andares desabou na noite de sexta-feira (06/11), na região do Brás, um dos principais centros comerciais de São Paulo. O acidente ocorreu por volta das 18h38, na Rua Maria Joaquina, na altura do número 192, e deixou quatro pessoas com ferimentos leves, além de mobilizar equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Defesa Civil.

Segundo o Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam no imóvel quando parte da estrutura cedeu. Dessas, oito conseguiram sair antes da chegada das equipes de emergência, enquanto outras 27 foram retiradas durante a operação de resgate. Quatro vítimas precisaram ser encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca, onde receberam atendimento médico em estado estável e sem risco de morte.

Imóvel funcionava como comércio e depósito de tecidos

O edifício estava localizado em uma área de intensa movimentação comercial, conhecida pela concentração de lojas de roupas, tecidos e confecções. No local funcionava um estabelecimento do setor têxtil, que também utilizava a estrutura para armazenar mercadorias.

De acordo com informações divulgadas durante a ocorrência, o prédio havia sido originalmente projetado para abrigar escritórios, mas estava sendo utilizado para atividades comerciais e armazenamento de produtos.

Uma das hipóteses investigadas é que o excesso de peso das mercadorias possa ter contribuído para o desabamento. Segundo informações repassadas às autoridades, o estabelecimento havia recebido duas cargas de produtos no mesmo dia do acidente.

Apesar da suspeita, os bombeiros ressaltaram que ainda não era possível determinar o que provocou o comprometimento da estrutura. A confirmação dependerá dos resultados da perícia técnica.

Bombeiros interrompem buscas após risco de novo desabamento

A ocorrência mobilizou 51 profissionais do Corpo de Bombeiros e 17 viaturas. As equipes trabalharam na retirada de pessoas e na busca por possíveis vítimas que ainda pudessem estar sob os escombros.

Cães farejadores também foram utilizados para verificar a existência de pessoas presas na estrutura. Durante a operação, os bombeiros identificaram estalos e movimentações nas partes do prédio que permaneceram de pé, indicando risco de novos desabamentos.

Diante da situação, as buscas no interior da construção foram temporariamente suspensas por volta das 22h, como medida de segurança para os profissionais envolvidos no resgate.

A região foi isolada para impedir a aproximação de pedestres e veículos, enquanto equipes técnicas avaliavam as condições do edifício e dos imóveis vizinhos.

Imagens mostram destruição após queda da estrutura

Registros divulgados após o acidente mostram parte da fachada do prédio ainda de pé, enquanto a área interna ficou tomada por escombros, pedaços de concreto, ferragens e materiais armazenados no estabelecimento.

A destruição chamou a atenção pela dimensão dos danos. Equipes de emergência precisaram atuar em meio aos destroços para retirar trabalhadores e verificar a possibilidade de outras vítimas.

A Defesa Civil também foi acionada para analisar as condições de segurança das construções próximas e identificar possíveis riscos decorrentes do desabamento.

Causas do desabamento serão investigadas

A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar eventuais responsabilidades. Entre os pontos que deverão ser analisados estão as condições estruturais do edifício, a utilização dos pavimentos e o armazenamento de mercadorias.

Também deverá ser verificado se a edificação cumpria as exigências de segurança necessárias para o funcionamento das atividades comerciais.

Até as últimas informações divulgadas na noite de sexta-feira, não havia confirmação de mortes ou pessoas desaparecidas. As autoridades continuavam avaliando os riscos no local, e a causa do desabamento permanecia sem confirmação oficial.

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