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Saiba tudo: Câmara aprova a PEC da Blindagem que limita STF contra parlamentares

Proposta precisa agora ser votada no Senado e, se aprovada, passa a valer imediatamente.

Por Débora Evelyn · 3 min de leitura
Saiba tudo: Câmara aprova a PEC da Blindagem que limita STF contra parlamentares

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16), em dois turnos, a chamada “PEC da Blindagem”, proposta de emenda à Constituição que aumenta a proteção judicial de deputados e senadores.

O texto busca limitar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) contra deputados e senadores, devolvendo ao Congresso o poder de autorizar ou não a abertura de processos criminais contra seus membros.

Chamada também de “PEC das Prerrogativas”, a proposta foi aprovada na noite desta terça-feira (16/9). No 1º turno, o texto recebeu 353 votos a favor, 134 contrários e 1 abstenção. No 2º turno, foram 344 votos a favor e 133 contra. Para ser aprovada, a PEC precisava do apoio de pelo menos 308 parlamentares em cada votação.

O que muda na prática

  • Autorização para processar: o STF só poderá abrir um processo criminal contra um parlamentar depois que a Câmara ou o Senado autorizarem.
  • Prazo de 90 dias: se os deputados ou senadores não decidirem em até 90 dias, o processo começa automaticamente.
  • Voto secreto: tanto para autorizar processos quanto para decidir sobre prisões em flagrante de parlamentares, a votação será secreta (essa foi aberta).
  • Foro privilegiado ampliado: presidentes de partidos também passariam a ser julgados diretamente no STF. Isso garante foro especial no STF também.

O que ficou de fora

A versão original da PEC previa medidas ainda mais duras, como a exigência de aval do Congresso até para a abertura de investigações e a necessidade de dois terços dos votos do STF para condenar parlamentares. Essas mudanças foram retiradas do texto. Assim, investigações seguem podendo ser abertas pelo Supremo sem autorização do Legislativo, e condenações continuam sendo decididas por maioria simples dos ministros.

Por que isso está acontecendo

A proposta ganhou força depois de condenações de políticos por ataques à democracia, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. Deputados bolsonaristas afirmam que o STF tem perseguido parlamentares de direita, enquanto o Centrão vê na PEC uma forma de reagir ao avanço das investigações sobre o uso de emendas parlamentares.

Além disso, aliados de Bolsonaro também pressionam para votar outro projeto do mesmo pacote de reação ao Supremo: a anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Confira o voto dos parlamentares goianos

Dos deputados federais goianos, 14 votaram a favor da proposta e 3 foram contrários.

Votaram a favor da PEC (Sim)

  • Adriano do Baldy (PP)
  • Célio Silveira (MDB)
  • Daniel Agrobom (PL)
  • Dr. Ismael Alexandrino (PSD)
  • Dr. Zacharias Calil (União Brasil)
  • Gustavo Gayer (PL)
  • Jefferson Rodrigues (Republicanos)
  • José Nelto (União Brasil)
  • Leda Borges (PSDB)
  • Magda Mofatto (PRD)
  • Marussa Boldrin (MDB)
  • Professor Alcides (PL)
  • Samuel Santos (Podemos)
  • Silvye Alves (União Brasil)


Votaram contra a PEC (Não)

  • Delegada Adriana Accorsi (PT)
  • Flávia Morais (PDT)
  • Rubens Otoni (PT)


Próximos passos

Se o Senado aprovar a proposta em dois turnos, com o apoio mínimo de 49 senadores em cada votação, a PEC será promulgada pelo Congresso Nacional e publicada no Diário Oficial da União. Como se trata de uma emenda constitucional, não precisa de sanção presidencial. Assim, as novas regras passam a valer imediatamente após a promulgação, alterando de forma direta a Constituição Federal.

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