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Matheus Ribeiro rebate Aava Santiago e diz que vereadora “mente publicamente” e que “no Brasil ninguém está acima do que determina a legislação”

Por Débora Evelyn · Atualizado · 2 min de leitura

O jornalista e dirigente do PSDB em Goiânia, Matheus Ribeiro, divulgou nesta terça-feira (10/03) um vídeo nas redes sociais em resposta às declarações da vereadora Aava Santiago (PSB) sobre a ação por infidelidade partidária movida pelo partido na Justiça Eleitoral.

A disputa começou após Aava deixar o PSDB e se filiar ao PSB fora da chamada janela partidária, período em que parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato. Diante da mudança, o PSDB entrou com uma ação pedindo a perda do mandato da vereadora.

Nos últimos dias, Aava publicou um vídeo nas redes sociais falando que a iniciativa seria uma tentativa de silenciar sua atuação política. Na gravação, ela ressalta que um “pequeno grupo de homens” está tentando retirar o mandato da vereadora mais votada da história da capital.

Em resposta, Matheus Ribeiro afirmou que a vereadora está distorcendo os fatos e apresentou sua versão sobre o episódio.

No vídeo divulgado, o dirigente do PSDB afirma que a própria Aava havia reconhecido anteriormente que os vereadores não possuem janela partidária neste período. Segundo ele, mesmo ciente da regra, a parlamentar decidiu se filiar ao PSB por conta própria.

Matheus também declarou que Aava não procurou o diretório municipal nem o diretório estadual do PSDB para solicitar uma carta de anuência, documento que poderia permitir sua saída do partido sem contestação do mandato.

De acordo com ele, a vereadora oficializou sua filiação ao PSB no dia 10 de fevereiro, durante um evento organizado por ela mesma, sem diálogo prévio com as instâncias partidárias.

O dirigente afirma ainda que, embora Aava tenha tratado do assunto com o ex-governador Marconi Perillo, não houve autorização formal do partido para a mudança de legenda. Segundo ele, a decisão de recorrer à Justiça busca apenas garantir o cumprimento das regras eleitorais.

“No Brasil ninguém está acima do que determina a legislação”, afirmou.

Agora, o caso será analisado pela Justiça Eleitoral, que deverá decidir se houve infidelidade partidária. Caso o pedido do PSDB seja aceito, a vereadora pode perder o mandato, que passaria ao suplente do partido.

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