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Política

Presidente da ASSEGO aponta contradição no PL, questiona Wilder e diz que Ana Paula não fortalece a direita

Subtenente Sérgio questiona estratégia do PL e cobra união da direita em Goiás.

Por Débora Evelyn · 2 min de leitura

O presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (ASSEGO), subtenente Sérgio, fez uma análise contundente sobre o cenário político da direita goiana durante participação no Uai Podcast Goiás.

Ao comentar a estratégia do Partido Liberal no estado, ele classificou como um equívoco a defesa de candidatura própria ao Governo de Goiás por parte do senador Wilder. Segundo Sérgio, o mandato de oito anos no Senado representa hoje um dos principais espaços de ocupação institucional para o conservadorismo e para o bolsonarismo no país.

Em sua avaliação, abrir mão dessa posição para disputar o Executivo estadual pode fragilizar a representatividade da direita no Congresso Nacional. Ele lembrou ainda que o primeiro suplente da cadeira no Senado é ligado ao senador Vanderlan, que já foi alvo de críticas de lideranças conservadoras em Goiás por seu posicionamento político.

Sérgio também afirmou que a direita goiana ainda é um grupo em consolidação e precisa encontrar um ponto de coesão. Para ele, divisões internas enfraquecem o campo conservador em um momento que exige articulação estratégica.

Sobre a escolha de Ana Paula como vice na eventual chapa, ele disse não enxergar força política suficiente para agregar novos apoios ao projeto. Ele apontou o que considera uma contradição no discurso de parte do PL, que criticava aproximações com nomes ligados ao MDB, mas optou por uma composição que também carrega vínculo histórico com o partido.

Durante a entrevista, Sérgio citou como exemplo a postura adotada por Jair Bolsonaro na última disputa pela mesa diretora do Congresso Nacional. Segundo ele, ao optar por articulações e composições em vez de lançar candidaturas próprias, a direita garantiu espaço em comissões estratégicas e conseguiu manter equilíbrio na atuação da oposição.

Para o presidente da ASSEGO, o momento exige maturidade política, menos radicalismo e mais foco em resultados concretos para a população.

Veja o corte da fala:

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