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Diretor do Limpa Gyn diz que consórcio assumiu Goiânia em cenário crítico e rebate críticas ao início da operação

Por Uai Notícias Goiás · Atualizado · 2 min de leitura

Renan Andrade afirma que início da concessão exigiu reestruturação emergencial, enquanto operação avançava sob pressão política e cobranças da população.

O diretor do consórcio Limpa Gyn, Renan Andrade, afirmou que a empresa assumiu os serviços de limpeza urbana de Goiânia em meio a um cenário considerado crítico, marcado por acúmulo de resíduos, paralisações parciais e necessidade de reestruturação imediata da operação.

Segundo ele, muitas críticas recebidas no início da atuação do consórcio partiram de avaliações feitas sem considerar o momento de transição vivido pela capital. “A situação não estava normal e nós assumimos para manter normal. A situação estava totalmente crítica e nós assumimos para corrigir e começar do zero”, declarou em entrevista ao Uai Podcast Goiás.

O Limpa Gyn passou a operar em abril de 2024, após a Prefeitura substituir parte dos serviços antes executados pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Na época, reportagem do Jornal Opção informou que o contrato inicial previa valor global de R$ 470,3 milhões por dois anos, com remuneração mensal estimada em mais de R$ 19 milhões.

A transição ocorreu em etapas. Conforme divulgado naquele período, o consórcio assumiu gradualmente coleta seletiva, remoção de entulho, coleta domiciliar e varrição mecanizada, enquanto a Comurg permaneceu responsável por outras frentes, como praças e parques.

Implantação em meio à pressão

Renan Andrade afirmou que o início do contrato exigiu implantação operacional acelerada, formação de equipes e reorganização logística. Em entrevista anterior ao Jornal Opção, o diretor já havia relatado que o consórcio precisou estruturar o trabalho sem transição completa de mão de obra e em um momento de crise na limpeza urbana.

De acordo com ele, as críticas políticas e populares diminuíram com o avanço da operação e a consolidação dos serviços nas ruas. “Tecnicamente, eu não me preocupo porque nós temos os quatro serviços na rua funcionando, temos os planos de trabalho aprovados e estamos cumprindo todos os planos com folga”, afirmou.

Renovação contratual e ampliação

Em março de 2026, a Prefeitura de Goiânia renovou por mais dois anos o contrato com o consórcio. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana, o novo acordo prevê ampliação da capacidade operacional, reforço na fiscalização e teto mensal de até R$ 23 milhões, com pagamento condicionado aos serviços efetivamente executados.

Ainda conforme divulgado, a estimativa do novo contrato inclui crescimento de cerca de 7% na coleta domiciliar e aumento de 4% na retirada de entulho ao longo da vigência.

Assista ao episódio completo no Youtube:

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