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Operação contra o tráfico prende 17 em Formosa e no Gama; suposto chefe foi preso com a esposa no DF

A Operação Impactos, da Polícia Civil de Goiás, cumpriu 32 mandados na quinta-feira (15/10) e apreendeu maconha, skank, ice, arma e veículos em Formosa, no Entorno do DF.

Por Débora Evelyn · 3 min de leitura
Presos e policiais civis em frente à delegacia durante a Operação Impactos contra o tráfico de drogas em Formosa
Foto: Polícia Civil de Goiás/Divulgação

Mais de 120 policiais civis cumpriram 32 mandados judiciais na Operação Impactos; o homem apontado como líder do grupo e a esposa dele foram presos no Gama, no Distrito Federal

A Polícia Civil de Goiás prendeu 17 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, na quinta-feira (15/10). A ação, batizada de Operação Impactos, foi coordenada pelo Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Formosa, ligado à 11ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), e mobilizou mais de 120 policiais desde as primeiras horas da manhã.

Ao todo, foram expedidos 32 mandados judiciais: 17 de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão domiciliar. Segundo a corporação, 14 suspeitos foram presos por força dos mandados e outros três acabaram detidos em flagrante durante as buscas.

Suposto chefe foi preso no Gama

A operação ultrapassou a divisa entre Goiás e o Distrito Federal. O homem apontado pela investigação como líder do grupo foi localizado e preso no Gama (DF), junto com a esposa, que também foi detida. Essa etapa contou com o apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil do Distrito Federal.

Em Formosa, o trabalho reuniu as equipes do Geic, o Grupo Tático 3 (GT3) e todas as unidades da 11ª DRP. Os nomes dos presos não foram divulgados pela polícia.

O que foi apreendido

De acordo com a Polícia Civil, as equipes recolheram nos endereços investigados:

  • porções de maconha, skank (uma variação mais potente da maconha) e ice, droga sintética derivada da metanfetamina;
  • uma arma de fogo;
  • balanças de precisão e materiais usados no preparo e na venda de entorpecentes;
  • aparelhos eletrônicos, como celulares;
  • veículos que, segundo a investigação, seriam usados pelo grupo.

As quantidades de droga não foram informadas. Todo o material será periciado. A expectativa da polícia é que a análise dos celulares e dos demais objetos ajude a esclarecer como a organização funcionava, quem abastecia os pontos de venda e se há outros envolvidos ainda fora do radar.

Formosa já vinha na mira da polícia

Com cerca de 120 mil moradores e a 80 quilômetros de Brasília, Formosa é uma das maiores cidades do Entorno e sede da 11ª Delegacia Regional, que também atende municípios como Planaltina de Goiás. Nos últimos meses, a regional registrou outras ações contra o tráfico na cidade. Em fevereiro, por exemplo, policiais apreenderam uma mochila com drogas avaliadas em cerca de R$ 200 mil. Em dezembro do ano passado, a Polícia Civil localizou um imóvel usado como depósito de entorpecentes e cumpriu mandados em outra operação na cidade.

A diferença, desta vez, é o tamanho da ofensiva. Mandados de prisão preventiva, como os desta quinta-feira, são decretados pela Justiça quando há indícios de autoria e risco de que o investigado atrapalhe a apuração ou volte a cometer crimes. Com isso, os suspeitos permanecem presos enquanto o caso avança.

O que muda para você

  • A investigação continua: a Polícia Civil informou que novas diligências estão em andamento, o que significa que outras prisões podem acontecer nos próximos dias.
  • Denúncia anônima ajuda: quem tiver informações sobre venda de drogas no bairro pode ligar de graça para o Disque-Denúncia da Polícia Civil, no 197. Não é preciso se identificar.
  • Em caso de flagrante: situações que estejam acontecendo naquele momento devem ser comunicadas à Polícia Militar, pelo 190.

Próximos passos

Os presos ficam à disposição da Justiça. Depois da perícia, o inquérito será concluído e enviado ao Ministério Público, que decide se oferece denúncia contra os investigados. O suposto líder e a esposa, presos no Distrito Federal, também devem responder ao processo em Goiás, onde a investigação foi aberta.

Acompanhe o Uai Notícias Goiás para saber os desdobramentos da Operação Impactos e compartilhe esta matéria com quem mora em Formosa e no Entorno. Leia também: PEC da Segurança Pública: o que muda e o que deve sair do papel primeiro.

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