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Forças Armadas mobilizam 25 mil militares para apoiar segundo turno em 301 cidades

TSE informa mobilização de cerca de 25 mil militares para reforçar segurança e logística da votação. Brasília concentra a coordenação da operação.

Por Débora Evelyn · 2 min de leitura
Urna eletrônica transportada com apoio de helicóptero militar em operação eleitoral
Apoio logístico das Forças Armadas à Justiça Eleitoral. Foto: Ministério da Defesa.

Cerca de 25 mil militares das Forças Armadas foram mobilizados para apoiar o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25/10). Segundo atualização divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no sábado (24/10), a operação prevê reforço da segurança da votação e da apuração em 301 municípios brasileiros, além de apoio ao transporte de urnas e equipes eleitorais em regiões de difícil acesso.

Participam da mobilização integrantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea, em atuação coordenada com a Justiça Eleitoral e órgãos de segurança pública. O objetivo é assegurar as condições de funcionamento das seções eleitorais e a livre circulação dos eleitores.

Onde haverá reforço de segurança

O TSE informou que autorizou o envio de tropas federais a municípios de 12 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. A lista foi formada a partir de solicitações encaminhadas pelos tribunais regionais eleitorais, conforme as necessidades identificadas em cada localidade.

Goiás não aparece entre os estados relacionados pelo TSE para essa modalidade específica de reforço federal. Isso não significa ausência de policiamento durante a votação no estado, que conta com planejamento próprio dos órgãos locais de segurança e da Justiça Eleitoral.

Apoio logístico alcança 39 municípios

Além das ações de segurança, a operação prevê transporte de equipamentos e profissionais da Justiça Eleitoral em 39 municípios de oito estados. A distribuição inclui cinco municípios do Acre, um do Amapá, 16 do Amazonas, dois do Maranhão, dois de Mato Grosso, quatro de Mato Grosso do Sul, quatro do Rio de Janeiro e cinco de Roraima.

O apoio logístico utiliza aeronaves, helicópteros, embarcações e veículos terrestres. A estrutura atende principalmente localidades ribeirinhas, comunidades rurais e territórios com dificuldades de acesso por estradas convencionais. Nesses casos, a participação militar é voltada à entrega de urnas, materiais e ao deslocamento das equipes responsáveis pelo processo eleitoral.

Operação é acompanhada de Brasília

O Centro de Operações Conjuntas, instalado em Brasília, acompanha as atividades de segurança e logística. A execução das ações é distribuída entre comandos regionais das Forças Armadas e o Comando de Operações Aeroespaciais, responsável pela coordenação dos meios aéreos.

A participação das tropas depende de solicitação dos tribunais regionais eleitorais, análise do TSE e organização operacional pelo Ministério da Defesa. A atuação é regulamentada pela legislação eleitoral e por normas federais específicas.

Qual é o papel dos militares na eleição

O reforço não transfere às Forças Armadas a administração do processo eleitoral. A organização das seções, a fiscalização das regras de votação e a totalização dos resultados permanecem sob responsabilidade da Justiça Eleitoral.

O TSE prevê votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o território nacional. Após o encerramento, os boletins de urna serão transmitidos para a totalização oficial, que poderá ser acompanhada pelos canais públicos da Justiça Eleitoral.

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