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Goiás fecha oito meses com superávit de R$ 336 milhões; veja previsão para saúde e educação

Goiás registrou superávit de R$ 336 milhões até agosto de 2026. Entenda receitas, despesas e os valores previstos para saúde, educação e infraestrutura em 2027.

Por Débora Evelyn · 3 min de leitura
Fachada da sede da Secretaria de Estado da Economia em Goiânia, fotografia de arquivo de 2023
Foto de arquivo (2023): Emerson Júnior Gonçalves da Silva Figueiredo / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

O Governo de Goiás terminou os oito primeiros meses de 2026 com superávit orçamentário de R$ 336 milhões, segundo a prestação de contas apresentada à Assembleia Legislativa na quarta-feira (28/10). Na mesma audiência, a Secretaria da Economia detalhou a proposta de orçamento de 2027, que soma R$ 54,31 bilhões e ainda depende da análise dos deputados.

Os dois conjuntos de números mostram situações diferentes: o superávit é o resultado apurado entre janeiro e agosto deste ano, enquanto os valores de 2027 são estimativas de receitas e despesas para o próximo exercício. A apresentação ocorreu na Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Quanto Goiás arrecadou e gastou em 2026?

De janeiro a agosto, as receitas realizadas líquidas somaram R$ 33,51 bilhões, diante de R$ 33,17 bilhões em despesas liquidadas. A diferença positiva de R$ 336 milhões corresponde ao resultado orçamentário informado pela Secretaria da Economia para o período.

Esse resultado não deve ser confundido com dinheiro disponível para uso imediato. A prestação de contas reúne critérios contábeis de arrecadação e despesa, e a existência de superávit em oito meses não garante que o exercício inteiro terminará com o mesmo saldo.

Outro indicador apresentado foi a Receita Corrente Líquida (RCL), que alcançou R$ 46,96 bilhões no acumulado de 12 meses, crescimento de 5,24% em relação ao intervalo equivalente anterior. A RCL é utilizada como referência para limites fiscais e para avaliar a capacidade financeira do Estado.

Saúde e educação: o que os números mostram?

Na saúde, o Estado informou ter aplicado o equivalente a 14,90% da base de cálculo em ações e serviços públicos, acima do mínimo constitucional de 12% citado na prestação de contas.

Na educação, o percentual registrado até agosto foi de 23,89%, com aplicação de R$ 5,90 bilhões. O índice ainda não representa a verificação final do cumprimento do mínimo constitucional de 25%, que é feita ao término do exercício financeiro. Por isso, não é correto concluir apenas com esse balanço parcial que o Estado cumpriu ou descumpriu o piso anual.

O que está previsto no orçamento de 2027?

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027 estima R$ 54,31 bilhões ao considerar os orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos das empresas estatais. A proposta destina R$ 4,93 bilhões à saúde e R$ 9,86 bilhões à educação, de acordo com os dados apresentados pelo Executivo.

Para infraestrutura, a previsão informada é de R$ 4,2 bilhões em recursos do Tesouro Estadual e do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra). A proposta também estima R$ 1,59 bilhão em despesas com a dívida pública, dos quais R$ 1,22 bilhão para amortização do principal e R$ 364 milhões para juros.

Esses valores são previsões, não gastos já realizados. O orçamento poderá sofrer mudanças durante a tramitação legislativa e sua execução dependerá da arrecadação e das regras aplicáveis em 2027.

Como está o endividamento do Estado?

A relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida foi apresentada em 34,64%. O índice está abaixo do limite legal de 200% informado na audiência. O dado ajuda a dimensionar o endividamento, mas não elimina compromissos futuros nem substitui a análise das despesas obrigatórias.

O que acontece agora na Assembleia?

A audiência de (28/10) serviu para prestar contas dos resultados fiscais e discutir a proposta para o próximo ano. A Assembleia prevê uma segunda audiência pública sobre o orçamento em (04/11). Os parlamentares ainda precisam analisar o texto antes de sua eventual aprovação.

As informações foram conferidas na prestação de contas da Secretaria da Economia e em publicações da Assembleia Legislativa de Goiás sobre a audiência e o projeto orçamentário.

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