Anápolis define regras para ampliar ensino integral; veja quem terá prioridade
Nova política municipal estabelece jornada mínima de sete horas, mas ampliação de vagas será gradual e depende da estrutura de cada escola.
Portaria publicada em (27/10) estabelece jornada mínima de sete horas e prevê expansão gradual conforme a capacidade de cada unidade de ensino.
A rede municipal de Anápolis passou a contar com novas diretrizes para a oferta de educação em tempo integral. Uma portaria publicada no Diário Oficial do Município na terça-feira (27/10) instituiu a Política Municipal de Educação Integral em Tempo Integral, com regras para ampliar gradualmente o período de permanência dos estudantes nas atividades escolares.
O documento foi assinado pela secretária municipal de Educação, Adriana Rocha Vilela Arantes, após apreciação pelo Conselho Municipal de Educação. A medida estabelece critérios para a organização pedagógica e para a expansão da oferta, mas não anuncia a abertura imediata de novas vagas.
Quem terá prioridade
De acordo com as diretrizes divulgadas, o planejamento prioriza creches, educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. A pré-escola, destinada às crianças de quatro e cinco anos, continuará com atendimento em período parcial nesta etapa inicial. Assim, a nova política não deve ser interpretada como mudança automática de horário para todos os alunos da rede.
A jornada considerada integral deverá alcançar pelo menos sete horas por dia ou 35 horas por semana. A ampliação do tempo na escola deverá ser acompanhada de atividades integradas ao projeto pedagógico, em vez de se limitar à permanência física dos estudantes nas unidades.
O que as escolas precisarão oferecer
Na educação infantil, a proposta deverá considerar cuidados, alimentação, higiene, descanso, brincadeiras e experiências de aprendizagem adequadas à faixa etária. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a organização curricular poderá integrar atividades culturais, esportivas e outras práticas educativas ao ensino regular.
A execução dependerá de condições concretas de cada escola, como espaço físico, acessibilidade, alimentação, transporte, profissionais disponíveis e recursos financeiros. A Secretaria Municipal de Educação ficará responsável pelo acompanhamento da implantação e poderá publicar orientações complementares.
Quando começam as mudanças
A portaria cria as bases administrativas da política, mas não apresenta, nas informações divulgadas, um calendário único para a ampliação das matrículas. Famílias que desejam saber se determinada escola passará a oferecer jornada integral deverão acompanhar os comunicados da Secretaria Municipal de Educação e da própria unidade.
Anápolis já vinha retomando experiências de ensino em tempo integral em unidades municipais desde 2025. A regulamentação atual organiza critérios para a continuidade e a eventual ampliação desse modelo, sem garantir que todas as escolas sejam incluídas simultaneamente.
As diretrizes foram detalhadas em reportagem do Anápolis Diário, com base na portaria municipal. A Prefeitura de Anápolis também havia divulgado a retomada da modalidade em março de 2025.
Foto ilustrativa: Castro.rods / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
