
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Goiânia iniciou as oitivas sobre o contrato de mais de R$ 500 milhões entre a Prefeitura e o Consórcio Limpa Gyn. O primeiro depoente foi o diretor executivo Renan Andrade, que respondeu por três horas a questionamentos sobre a coleta, transporte e varrição de resíduos na capital.
Principais pontos debatidos
▫️ Transparência na prestação de contas e fiscalização dos serviços.
▫️ Frota: 75 caminhões compactadores, acima do previsto em contrato.
▫️ Falta de tecnologia na pesagem do lixo no aterro sanitário, feita de forma manual.
▫️ Proposta de auditoria independente para conferir se os valores pagos correspondem ao serviço prestado.
Defesa do consórcio
▫️ Andrade negou falhas, disse que o contrato é cumprido e apresentou relatórios mensais, rastreamento por GPS e acompanhamento de fiscais.
▫️ Admitiu falhas iniciais na separação de recicláveis, mas afirmou que o problema foi resolvido.
▫️ Em média, o Limpa Gyn recolhe 42 mil toneladas de lixo domiciliar e até 75 mil toneladas de entulhos por mês, recebendo cerca de R$ 22 milhões mensais da Prefeitura.
▫️ Alegou que o consórcio não é responsável pela destinação final no aterro, apenas pela coleta e transporte.
Cobranças dos vereadores
▫️ Welton Lemos (Solidariedade), presidente da CEI, destacou a necessidade de auditoria.
▫️ Ronilson Reis (Solidariedade) pediu relatório completo dos resíduos descartados.
▫️ Willian Veloso (PL), relator, criticou a ausência de tecnologia e não descartou nova convocação de Andrade.
▫️ Aava Santiago (PSDB) reforçou a importância de ouvir fiscais e cooperativas para confrontar dados.
A CEI seguirá com novas oitivas de gestores, fiscais e representantes de cooperativas nas próximas semanas.