
O vereador por Goiânia, Coronel Urzêda comentou com exclusividade para o Uai Podcast Goiás sobre a reunião do PL em Goiás e o possível apoio da legenda ao governo do Estado.
Questionado se o partido terá candidatura própria, se apoiará o vice-governador Daniel Vilela ou se aguardará uma definição do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele afirmou que segue a orientação do líder nacional.
Segundo Urzêda, se dependesse exclusivamente de seu posicionamento pessoal, o PL teria candidato próprio ao governo de Goiás. Ele reforçou que é bolsonarista e que defenderia chapa completa com o número 22.
Durante a reunião, conforme relatado por ele, o deputado federal Gustavo Gayer e a deputada federal Magda Mofatto informaram que Bolsonaro já teria sinalizado pela composição com o governador Ronaldo Caiado. No entanto, Urzêda destacou que o senador Wilder Moraes quer tentar uma conversa com Bolsonaro para quem sabe, ele voltar atrás dessa decisão.
Ele afirmou ainda que, caso a orientação oficial seja pela composição, Wilder deve cumprir a decisão por ser bolsonarista. Para a Presidência da República, Urzêda declarou que o nome defendido por ele é o de Flávio Bolsonaro.
O senador Wilder Morais tem visita ao ex-presidente neste sábado (14/02) na Papudinha em Brasília. A expectativa é de que a conversa ajude a definir o rumo do partido em Goiás.
Análise Uai
O que está em jogo no PL em Goiás não é apenas uma escolha entre candidatura própria ou composição. É uma disputa sobre identidade, estratégia e sobrevivência política em 2026.
O partido carrega um eleitorado fortemente ideológico, identificado com Jair Bolsonaro e com o discurso de independência em relação aos grupos tradicionais do Estado. Uma candidatura própria ao governo consolidaria essa identidade e manteria o PL como polo claro do bolsonarismo em Goiás. Isso fortalece a marca, mobiliza a base e cria palanque consistente para a disputa presidencial.
Por outro lado, política não é feita só de identidade. É feita de viabilidade. Uma composição com o grupo do governador Ronaldo Caiado e do vice Daniel Vilela pode garantir espaços, influência administrativa e maior competitividade para Senado e Câmara. Em termos estratégicos, pode ser um movimento de médio prazo para ampliar poder institucional, mesmo que reduza protagonismo imediato.
O fator decisivo é Bolsonaro. O PL em Goiás não opera de forma isolada. Ele faz parte de um projeto nacional. Se a prioridade for montar alianças estaduais que fortaleçam a construção presidencial, a tendência é que o diretório local se alinhe, mesmo com resistência interna.
O encontro entre Wilder Moraes e Bolsonaro ganha peso simbólico porque representa essa encruzilhada. Se houver sinal verde para candidatura própria, o PL entra na disputa como força autônoma e assume o risco de polarizar com o bloco governista. Se a orientação for pela composição, o partido reforça pragmatismo e prioriza estratégia nacional.
No fundo, a decisão revela um dilema clássico da política: ideologia ou maximização de poder? Em um cenário fragmentado como o de Goiás, quem souber equilibrar essas duas forças terá vantagem real no tabuleiro de 2026.
Veja o posicionamento do coronel Urzêda: