Nova carreira prevê salários de R$ 2.263 para administrativos da Educação em Goiânia; entenda como será a recomposição
Projeto aprovado em primeira votação na Câmara estabelece vencimento inicial de R$ 1.640 para servidores com jornada de 30 horas e prevê aumento progressivo das diferenças entre níveis e referências
Os trabalhadores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia poderão ter mudanças na estrutura salarial a partir de 2026. Um projeto de lei aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal nesta quinta-feira (29) estabelece um novo vencimento básico inicial de R$ 1.640 para servidores com jornada de 30 horas semanais e prevê a recomposição progressiva das diferenças salariais entre níveis e referências até 2030.
A proposta, de autoria do prefeito Sandro Mabel, altera a Lei Municipal nº 9.128/2011 e estabelece novos critérios para a evolução remuneratória dos profissionais que atuam nas áreas de apoio, assistência e operação das unidades de ensino.
Pela tabela prevista para 2026, os vencimentos começam em R$ 1.640, na referência A do nível I, e podem chegar a R$ 2.263,21, na referência J do nível IV. Os valores variam conforme o enquadramento funcional de cada servidor.
Recomposição será feita em cinco etapas
O projeto estabelece um cronograma de recomposição salarial com aplicação dos novos percentuais a partir de 1º de maio de cada ano. A diferença entre os níveis e as referências será ampliada gradualmente até alcançar os índices previstos para 2030.
Em 2026, a diferença salarial será de 7,42% entre os níveis e de 1,2% entre as referências. Em 2027, os percentuais passam para 8,57% e 1,4%, respectivamente. No ano seguinte, chegam a 9,71% entre níveis e 1,6% entre referências.
Para 2029, a previsão é de 10,86% entre níveis e 1,8% entre referências. Ao final do cronograma, em 2030, os índices deverão atingir 12% entre níveis e 2% entre referências.
Projeto ainda precisa de segunda votação
Apesar da aprovação inicial, a reestruturação ainda depende da conclusão da tramitação legislativa. O texto seguirá para análise da Comissão do Trabalho e Servidores Públicos e, posteriormente, retornará ao Plenário para segunda votação.
As mudanças somente poderão ser efetivadas após a aprovação definitiva do projeto e a conclusão dos procedimentos legislativos necessários.
