Operação contra tráfico cumpre 71 mandados em seis cidades de Goiás e registra 26 prisões
19ª fase da Operação Destroyer investiga rede de distribuição de drogas com atuação em redes sociais; número de prisões é o balanço inicial divulgado pela Polícia Civil.
Uma operação da Polícia Civil de Goiás mobilizou equipes em seis municípios para cumprir 71 ordens judiciais contra investigados por participação em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. A ação ocorreu na quarta-feira (28/10) e integra a 19ª fase da Operação Destroyer, batizada nesta etapa de Excidium.
Os mandados foram executados em Trindade, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Goianira, São Luís de Montes Belos e Rialma. Do total, 36 eram de prisão e 35 de busca e apreensão domiciliar. Até o balanço inicial divulgado pela corporação, 26 prisões haviam sido efetuadas. O número pode mudar com a continuidade das diligências.
Investigação aponta comércio de drogas pelas redes sociais
Segundo a Polícia Civil, a apuração identificou uma estrutura organizada para comercializar maconha, cocaína e skank. Os investigadores afirmam que os perfis e canais usados pelo grupo alcançavam mais de 15 mil pessoas, inclusive menores de idade.
A corporação também descreve práticas para dificultar a fiscalização, como troca frequente de aparelhos celulares, monitoramento de viaturas por aplicativos de mensagens e regras internas impostas aos integrantes. Esses elementos integram a versão apresentada pelos investigadores e deverão ser examinados no andamento dos procedimentos.
Como a operação foi construída?
Os mandados desta fase decorrem do aprofundamento de investigações anteriores, entre elas as etapas conhecidas como Delivery do Crime e Cobrança Final. De acordo com a Polícia Civil, os trabalhos permitiram identificar pessoas suspeitas de exercer funções de liderança, fornecimento e distribuição de entorpecentes.
A ação foi conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios e pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos de Trindade, vinculados à 16ª Delegacia Regional de Polícia.
O que ainda não está concluído: as medidas judiciais e as prisões não representam condenação. Os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência. A Polícia Civil não divulgou, no comunicado consultado, um resultado judicial definitivo para os casos.
As informações constam do comunicado oficial publicado em 28/10.
Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás, registro oficial da operação.
