
O desembarque de um voo vindo de Lisboa marcou o início de uma noite tensa para o pastor Silas Malafaia. Assim que deixou a aeronave no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, ele foi surpreendido por agentes da Polícia Federal, que cumpriram ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para apreensão de seus celulares.
A decisão integra o inquérito PET nº 14129, que investiga supostas manobras de obstrução de Justiça relacionadas à trama golpista. Com a operação, Malafaia passa a enfrentar restrições judiciais: está impedido de sair do país e proibido de se comunicar com outros investigados. As medidas têm como objetivo evitar qualquer tentativa de influência sobre testemunhas ou sobre o curso das investigações.
O caso amplia o cerco judicial em torno de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Malafaia teria atuado como porta-voz e conselheiro em iniciativas voltadas a pressionar o Judiciário e enfraquecer a responsabilização dos envolvidos nos atos golpistas. Vale ressaltar que o pastor foi conduzido para uma área reservada do aeroporto e prestou depoimento à Polícia Federal ainda no local.