Teste de HPV pelo SUS está disponível em Goiânia e Aparecida; entenda como funciona
Ministério da Saúde confirma oferta do DNA-HPV nas duas cidades. Implantação é gradual, e Papanicolau continua disponível.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece em Goiânia e Aparecida de Goiânia o teste molecular DNA-HPV, utilizado no rastreamento do câncer do colo do útero. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde em comunicado divulgado na quinta-feira (29/10). A tecnologia está sendo incorporada gradualmente à rede pública, por isso a disponibilidade deve ser consultada na unidade de saúde antes do atendimento.
Diferentemente de um exame que procura alterações já presentes nas células, o teste molecular identifica a presença de tipos do papilomavírus humano (HPV) associados ao maior risco de desenvolvimento da doença. Entre eles estão os tipos 16 e 18. Um resultado positivo para HPV não significa, por si só, diagnóstico de câncer: ele indica a necessidade de avaliação e acompanhamento conforme o protocolo clínico.
Quando o exame apresenta resultado negativo, a orientação do novo modelo de rastreamento permite que o intervalo até a próxima coleta chegue a cinco anos. Esse prazo não é uma recomendação automática para todas as pacientes, pois depende da indicação profissional e das condições previstas nas diretrizes de saúde.
Como buscar o exame na rede pública
De acordo com o Ministério da Saúde, a coleta é realizada por profissionais nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações contempladas pelo protocolo, pode haver autocoleta, sempre após orientação de um profissional de saúde. Como a implantação não ocorre simultaneamente em todas as unidades, a recomendação é procurar a UBS de referência para verificar o acesso, a indicação e os encaminhamentos disponíveis.
O exame preventivo Papanicolau continua sendo oferecido durante a transição. A pasta federal informa que ele permanece como ferramenta de rastreamento enquanto os municípios organizam equipes, laboratórios e fluxos de atendimento para o DNA-HPV.
A ampliação do teste integra uma estratégia nacional que, segundo balanço federal, contabilizou 153 mil amostras coletadas em 2025 e 2026. Destas, 93 mil foram processadas em 2026, com 9.904 resultados positivos para HPV de alto risco. Esses números são nacionais e não representam a quantidade de exames feitos em Goiás.
O rastreamento não substitui a vacinação contra o HPV nem a avaliação médica diante de sintomas. Sangramento fora do período menstrual, sangramento após relações sexuais e corrimento com sangue são exemplos de sinais que precisam ser investigados por profissionais de saúde.
As informações sobre a oferta nas duas cidades e o funcionamento do método constam do comunicado oficial do Ministério da Saúde de (29/10). Foto de destaque: imagem ilustrativa de laboratório médico, Frankincense Diala / Wikimedia Commons, licença CC0 1.0; não retrata coleta em Goiás.
