Pular para o conteúdo
Envie sua pauta

Agora
Uai Nerd

Feito em Goiás: conheça jogos criados por estúdios goianos, do Cerrado em pixel art ao truco

Aventuras inspiradas no Cerrado, um cachorro detetive numa cidade parecida com Goiânia e até game para Mega Drive: veja os jogos goianos e o que falta para o setor crescer.

Por Brenno Aires · 2 min de leitura
Cena de Na Cabeça do Bicho, jogo goiano com um cachorro detetive

Você já jogou um game feito em Goiás? Talvez sem saber. O estado tem uma cena de desenvolvimento independente cada vez mais organizada, com estúdios que levam projetos para feiras no Brasil e no exterior e jogos que colocam o Cerrado, o truco e até Goiânia dentro da tela.

Em setembro, durante o GO Game Festival, no Passeio das Águas Shopping, a Associação dos Criadores de Jogos de Goiás (GAMEGO) apresentou dez jogos goianos para o público testar. O Uai Nerd separou os destaques.

Jogos goianos para conhecer

  • Kambulin (Ritus Studio e Fabio Beifuss): aventura de plataforma 2D em pixel art, com cenários inspirados na fauna, na flora e nas paisagens do Cerrado.
  • Na Cabeça do Bicho (Busy Boys): mistério para toda a família, em que um cachorro detetive resolve casos e quebra-cabeças numa cidade inspirada em Goiânia.
  • Josh Journey: Darkness Totems (Provincia Studio): ação no estilo beat ‘em up, premiado e com animações desenhadas à mão.
  • ATHOS Super Navinha (KomBits Game Studio): visual retrô e feito para rodar em consoles clássicos, como Mega Drive e Dreamcast.
  • Turbo Trigger (Clinton Ferraz): tiro em arena com partidas rápidas para até quatro pessoas no mesmo computador.
  • Ultimate Truco (Ultimate Interactive): o carteado mais disputado das rodas goianas, agora no digital.

A lista apresentada no festival tinha ainda Shadows and Fears: Rise of the Monarch, da Gearworks Games Studios; Mayday: The Survival Island, do Pequi Studios; Mushroom Drink, do Provincia Studio; e Tales of a Blacksmith, do AstraAbyssi.

O que trava o crescimento

Talento não falta, dinheiro sim. Segundo a presidente da GAMEGO, Michelle Santos, o principal problema dos estúdios goianos é a falta de financiamento contínuo. Os editais de cultura e inovação são esporádicos e não acompanham o tempo de produção de um jogo, que pode levar anos. Muitos projetos conseguem chegar ao protótipo, mas travam antes do lançamento comercial, que é quando o jogo começa a gerar receita.

Desde maio de 2024, o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos, a Lei nº 14.852, permite que o desenvolvimento de games receba fomento em inovação, formação e cultura, inclusive pela Lei Rouanet. A associação defende que isso vire política permanente no estado, com linhas de crédito, editais específicos e incubadoras com apoio jurídico e contábil.

Onde tudo começa: as game jams

Boa parte dos estúdios goianos nasceu em game jams, maratonas de cerca de 48 horas em que equipes criam um jogo do zero. A GAMEGO promove esses encontros, além de residências artísticas, reuniões mensais e o comitê Mulheres nos Jogos Goiás. A meta da associação para os próximos cinco anos é ver Goiás como referência em jogos independentes no Centro-Oeste, com estúdios formalizados lançando títulos para o mundo.

Quer conhecer os jogos de perto? O Cerrado Play, no sábado (7/11) e no domingo (8/11), no Shopping Cerrado, terá uma área dedicada a games independentes. Você desenvolve jogos em Goiás? Conte sua história pelo Você no Uai e acompanhe a editoria Uai Nerd.

Leia também

Receba as notícias do Uai no seu e-mail

As principais notícias de Goiânia e de Goiás, sem spam. Cancele quando quiser.

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Notícias no WhatsApp