Funcionária e dois familiares são presos em investigação de desvio de R$ 1,48 milhão em Goiânia
Polícia investiga suposto desvio de R$ 1,48 milhão em empresa de locação de gruas de Goiânia. Funcionária, marido e irmão foram presos preventivamente em (29/10).
Uma funcionária do setor financeiro de uma empresa de locação de gruas, o marido e o irmão dela foram presos preventivamente na quinta-feira (29/10), em Goiânia, durante uma investigação sobre o possível desvio de aproximadamente R$ 1,48 milhão. O valor e as circunstâncias do caso foram relatados pela delegada Renata Vieira, do 15º Distrito Policial, em entrevista à Record Goiás, reproduzida pela imprensa regional nesta sexta-feira (30/10).
A apuração começou depois que a própria empresa identificou inconsistências financeiras e procurou a polícia. Conforme o relato da delegada, a suspeita é de que a funcionária tenha utilizado empresas de antecipação de recebíveis, conhecidas como factorings, registradas em nome do marido e do irmão para direcionar pagamentos que deveriam chegar à empregadora.
Esse tipo de operação financeira permite que uma empresa receba antecipadamente valores devidos por seus clientes. No caso investigado, a polícia apura se documentos e extratos bancários foram alterados para apresentar empresas ligadas aos familiares como credoras legítimas dos recursos.
A delegada afirmou que a funcionária admitiu a fraude durante a investigação e mencionou gastos com jogos de azar, aquisição de imóvel e uma viagem ao Chile. Essas informações são parte da versão apresentada pela autoridade policial e ainda dependem da análise das provas no processo.
Segundo a mesma apuração, o marido e o irmão negaram saber da origem irregular do dinheiro. Os dois teriam informado à polícia que acreditavam na explicação de que os valores vinham de ganhos em jogos. A participação individual de cada investigado será examinada pelas autoridades.
A Justiça autorizou medidas de busca, apreensão de bens e acesso a informações bancárias. Um veículo utilizado pela funcionária foi recolhido. A investigação considera suspeitas de estelionato, falsificação documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa, mas não há informação de condenação.
As identidades dos três presos não foram divulgadas nas reportagens consultadas, e não foi possível obter manifestação das defesas. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não equivale a reconhecimento de culpa.
Fontes: Mais Goiás (30/10) e Goiás Agora (30/10), com informações atribuídas à delegada responsável pela investigação.
