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Goiás busca R$ 7,5 milhões para reduzir gasto com energia em prédios públicos até (09/11)

Estado projeta economia de R$ 100 milhões em cinco anos, mas parte dos valores depende de obras e resultados futuros.

Por Uai Notícias Goiás · 3 min de leitura
Fachada do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, fotografada em outubro de 2025; edifício contemplado pelo programa de eficiência energética
Créditos: Fronteira

O Governo de Goiás tem até (09/11) para apresentar propostas à chamada pública de eficiência energética da Equatorial. A intenção é obter R$ 7,5 milhões em recursos não reembolsáveis para modernizar instalações estaduais e diminuir as despesas com eletricidade. A seleção é competitiva e o dinheiro ainda não está garantido.

A iniciativa integra o Programa Estadual de Eficiência Energética, que reúne troca de equipamentos, contratação de energia de fontes renováveis e compra de eletricidade no mercado livre. O governo calcula uma economia de R$ 100 milhões ao longo de cinco anos. Esse valor é uma projeção, não um montante já economizado.

Prazo de (09/11) e quem pode apresentar projetos

A chamada pública da Equatorial Goiás recebe propostas de diferentes categorias, incluindo poder público, iluminação pública e comércio e serviços, conforme os critérios do edital. O governo estadual pretende disputar recursos na modalidade voltada a prédios públicos. Segundo a Secretaria-Geral de Governo (SGG), 12 secretarias já mobilizaram empresas especializadas para elaborar propostas.

Os projetos precisam apresentar diagnóstico energético e cumprir exigências técnicas. A relação de documentos e o sistema de envio estão disponíveis no portal oficial da chamada pública. A divulgação preliminar dos resultados está prevista para (18/12), com resultado final em (22/01/2027). A inscrição não significa aprovação automática.

Onde a redução de gastos já começou

Uma das frentes do programa já tem contratos em execução. No primeiro semestre de 2026, o estado contratou o fornecimento de energia para 114 unidades consumidoras de alta tensão no mercado livre. Conforme o balanço oficial, a tarifa negociada ficou 26% abaixo da praticada pela distribuidora, e a economia estimada para dez secretarias é de R$ 60 milhões em cinco anos.

A Secretaria de Estado da Saúde concentra a maior redução projetada nessa modalidade, de R$ 32 milhões. Educação aparece com R$ 6,7 milhões, e a Polícia Penal, com R$ 6,4 milhões. Os valores representam estimativas para o período dos contratos e dependem do consumo e da execução efetiva.

Palácio Pedro Ludovico e Estádio Olímpico estão entre os imóveis contemplados

Projetos selecionados em 2025 abrangem o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, no Centro de Goiânia, o Complexo Esportivo Estádio Olímpico e o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. As intervenções incluem medidas como modernização da iluminação e da climatização. Segundo o estado, a previsão é reduzir o consumo desses imóveis em até 2.239 megawatts-hora por ano, com economia anual estimada em R$ 1,3 milhão.

Outra estratégia envolve a contratação de energia produzida por usinas fotovoltaicas para unidades de baixa tensão. Educação, Polícia Militar e Polícia Civil estão entre os órgãos que já assinaram contratos nessa modalidade, conforme a SGG.

O que isso representa para a população

O objetivo declarado é reduzir uma despesa permanente do poder público. Se as economias se confirmarem, haverá menor gasto com eletricidade nas unidades atendidas. Isso não significa, porém, desconto automático na conta de luz das famílias. A comprovação do benefício financeiro dependerá da medição do consumo e do acompanhamento dos contratos e das obras.

O programa estadual foi instituído em 2024. Os dados sobre os valores, contratos e prédios contemplados constam de balanço da Secretaria-Geral de Governo divulgado em (15/10). O edital de 2026 está disponível na plataforma da Equatorial.

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