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Caminho de Santana: trilha de 78 km em Cavalcante pode levar oito dias; veja como planejar

Roteiro circular em Cavalcante parte da Igreja Matriz de Sant'Ana, tem três trechos e se relaciona com 11 áreas protegidas da Chapada dos Veadeiros.

Por Uai Notícias Goiás · 3 min de leitura
Paisagem real da Reserva Particular do Patrimônio Natural Vale das Araras, em Cavalcante, registrada em janeiro de 2019; área protegida relacionada ao Caminho de Santana
Créditos: Rocmayer

O município de Cavalcante, no Nordeste de Goiás, abriga uma caminhada de longa distância que começa e termina no mesmo lugar. Com 78 quilômetros divididos em três trechos, o Caminho de Santana percorre paisagens do Cerrado e pode ser realizado em um roteiro de quatro a oito dias, conforme o planejamento dos visitantes. O percurso consta da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e foi apresentado pelo Ministério do Turismo como uma alternativa para conhecer a Chapada dos Veadeiros além dos passeios convencionais de um dia.

O ponto de saída e chegada é a praça da Igreja Matriz de Sant’Ana, no Centro Histórico de Cavalcante. A partir dali, o itinerário se estende pela bacia do Rio das Almas, entre as serras das Araras e de Santana. O trajeto é circular e admite caminhada nos dois sentidos, segundo a ficha técnica oficial da RedeTrilhas.

Quanto tempo é necessário para percorrer a trilha?

O cadastro federal indica duração de até oito dias e informa que grande parte da rota apresenta dificuldade de leve a moderada. Isso não significa que os 78 quilômetros possam ser percorridos sem preparo: a distância acumulada, o calor, as mudanças do tempo e a necessidade de organizar alimentação e pernoites tornam o planejamento indispensável.

Antes de sair, o visitante deve confirmar a situação atual dos trechos, a sinalização, as condições de acesso e a disponibilidade de hospedagem e pontos de apoio. Como a caminhada envolve propriedades particulares e áreas ambientalmente protegidas, também é necessário verificar as regras locais e a eventual necessidade de acompanhamento por condutores habilitados. Não há indicação de que todas as etapas ofereçam estrutura contínua de alimentação ou comunicação.

Quais áreas protegidas estão relacionadas ao percurso?

O registro do Ministério do Turismo relaciona o Caminho de Santana a 11 áreas protegidas. Entre elas estão o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a Área de Proteção Ambiental de Pouso Alto, o Parque Natural Municipal do Lava-pés e reservas particulares como Vale das Araras, Bacupari, São Bartolomeu, Ponte de Pedra e Água Santa.

Essa relação territorial não deve ser interpretada como garantia de entrada em todas as unidades durante a travessia. Cada área pode ter regras próprias de visitação, horários e exigências de autorização. A rota também atravessa ambientes de vegetação campestre, áreas florestadas, formações rochosas e cursos d’água, que exigem cuidados diferentes conforme o período do ano.

Cachoeiras de Cavalcante são passeios complementares

Cavalcante reúne atrações conhecidas, como as cachoeiras Santa Bárbara, Capivara e Candaru, o Complexo do Prata e a Ponte de Pedra. Esses locais podem integrar uma viagem à região, mas não se deve presumir que todos estejam incluídos no traçado de 78 quilômetros. Para cada passeio, vale consultar o acesso, os horários, a cobrança de ingresso e a orientação dos responsáveis.

O território também é marcado pela presença das comunidades Kalunga, que preservam práticas culturais e conhecimentos transmitidos entre gerações. Experiências de turismo comunitário precisam ser combinadas com as próprias comunidades e respeitar suas regras. A participação dos moradores não deve ser tratada como atração automática ou incluída sem acordo prévio no roteiro de caminhada.

O que conferir antes de viajar

Além de escolher a quantidade de dias, é importante avaliar o condicionamento físico do grupo, levar água em quantidade adequada, proteção contra o sol, calçado apropriado e informações atualizadas sobre a previsão do tempo. Em períodos chuvosos, travessias de cursos d’água e trechos de terra podem apresentar riscos adicionais. A recomendação é não iniciar uma etapa sem conhecer a distância, os pontos de apoio e as condições para retorno.

O percurso foi reconhecido pela Portaria do Ministério do Meio Ambiente nº 1.541, de (23/12/2025). A ficha oficial da RedeTrilhas apresenta a extensão, a divisão em trechos e as áreas de conservação relacionadas ao itinerário. O Ministério do Turismo também publicou informações sobre a rota em (05/10).

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