Orizona produz 378 mil litros de leite por dia e segue líder em Goiás; Rio Verde pula para 2º lugar
Cidade do Sudeste goiano fechou 2025 com 138 milhões de litros e lidera o estado desde 2018. Preço pago ao produtor em Goiás está acima da média nacional, enquanto o leite e a muçarela ficaram mais baratos no atacado em outubro.

Se o assunto é leite em Goiás, o primeiro nome da lista continua sendo Orizona. O município do Sudeste goiano produziu 138 milhões de litros em 2025, o equivalente a cerca de 378 mil litros por dia, com alta de 10,8% sobre o ano anterior. A cidade está na liderança estadual desde 2018.
Os números são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE, e aparecem no boletim Agro em Dados de outubro, da Secretaria de Agricultura de Goiás (Seapa).
Rio Verde sobe duas posições
A novidade do ranking vem do Sudoeste goiano. Rio Verde saltou da 4ª para a 2ª colocação ao passar de 79,5 milhões para 93,1 milhões de litros, crescimento de 17%. Mesmo com o avanço, a cidade ainda fica cerca de 45 milhões de litros atrás de Orizona.
O município já aparece no topo de outras listas do agro goiano: Rio Verde também lidera as exportações do estado.
Produtor goiano recebe acima da média do país
O boletim mostra que o litro pago ao produtor em Goiás chegou a R$ 2,97 em agosto, alta de 1% sobre julho e o maior valor para o mês desde 2022, segundo o Cepea/Esalq. A média nacional foi de R$ 2,89. O preço goiano ficou acima da média brasileira pelo terceiro mês seguido.
Para quem compra: atacado ficou mais barato em outubro
No atacado goiano, a cesta de derivados caiu 2,32% em outubro na comparação com setembro, de acordo com o Boletim de Mercado do Setor Lácteo, com dados coletados pelo Instituto Mauro Borges. São preços de atacado, que não chegam necessariamente iguais à prateleira do supermercado.
- Queijo muçarela: de R$ 33,09 para R$ 31,91 o quilo
- Leite UHT integral: de R$ 4,76 para R$ 4,62 o litro
- Leite em pó integral: de R$ 24,61 para R$ 24,18 o quilo
- Creme a granel: de R$ 24,00 para R$ 23,90 o quilo
- Leite condensado: único que subiu, de R$ 11,62 para R$ 11,64 o quilo
Indústria recebeu menos leite em 2026
Se a produção dos municípios cresceu em 2025, o dado mais recente da indústria aponta o caminho contrário. Os laticínios goianos captaram 535 milhões de litros no 2º trimestre de 2026, queda de 6,8% ante os 573,8 milhões do mesmo período do ano passado. No Brasil, a captação subiu 1,1%. No 1º trimestre, Goiás já havia recuado 5,6%. As duas pesquisas do IBGE medem coisas diferentes: a PPM soma a produção dos municípios, e a trimestral considera o leite que chega à indústria.
O boletim também registra uma importação fora do normal em agosto: 665,4 toneladas de lácteos entraram em Goiás, sendo 90,6% de leite em pó. Só nesse mês, o volume superou em 14,8% tudo o que havia sido importado de janeiro a julho. A Seapa considera o caso atípico e o associa a acordos comerciais, negociações e menor captação local. Nas exportações, Goiás cresceu 6,5% em volume de janeiro a agosto, contra 0,3% do país.
Entenda
- Orizona: 138,0 milhões de litros em 2025 (+10,8%), 1ª do estado desde 2018
- Rio Verde: 93,1 milhões de litros em 2025 (+17%), subiu da 4ª para a 2ª posição
- Preço ao produtor em Goiás: R$ 2,97 por litro em agosto (Brasil: R$ 2,89)
- Fontes: IBGE, Cepea/Esalq, Seapa e Instituto Mauro Borges
O interior de Goiás também aparece bem em outras cadeias do agro: Inhumas produz 1 em cada 6 ovos do estado, e a soja goiana rende 15,4% mais por hectare em dez anos.
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