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Goiânia tem 51 profissionais para atender estudantes surdos e surdocegos; veja como funciona

Rede municipal informa atendimento a 51 crianças e estudantes com 51 profissionais especializados. Saiba como funciona a educação bilíngue e o papel da Libras.

Por Uai Notícias Goiás · 2 min de leitura

Rede municipal informa que Libras é a primeira língua na aprendizagem desse público e que o português escrito é trabalhado como segunda língua.

Profissional acompanha estudante em atividade escolar na rede municipal de Goiânia, em foto divulgada pela SME em outubro de 2026
Créditos: SME Goiânia

A rede municipal de Goiânia conta com 51 profissionais especializados no atendimento a 51 crianças e estudantes surdos e surdocegos, segundo balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Educação (SME) em 30/10. O grupo inclui professores intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e professores guia-intérpretes, responsáveis por apoiar a comunicação e o acesso às atividades escolares.

Os números informados pela prefeitura descrevem a estrutura de atendimento, mas não permitem concluir que cada estudante tenha um profissional exclusivo durante todo o período de aulas. A distribuição dos servidores ocorre conforme as necessidades identificadas pela rede.

Como funciona a educação bilíngue

Na proposta pedagógica anunciada pela SME, Libras é reconhecida como primeira língua (L1) para os estudantes surdos e surdocegos atendidos. O português, na modalidade escrita, é trabalhado como segunda língua (L2). A distinção importa porque a aprendizagem não se limita à tradução de aulas: envolve recursos e estratégias adequados à experiência linguística dos alunos.

Os intérpretes de Libras contribuem para o acesso aos conteúdos e para a interação com professores e colegas. Já a atuação dos guia-intérpretes considera necessidades específicas de comunicação de pessoas com surdocegueira. A rede informa ainda que oferece atividades complementares de Libras a outros estudantes, como forma de ampliar as possibilidades de convivência e comunicação nas escolas.

Quem acompanha o atendimento

O planejamento da política fica a cargo do Núcleo de Educação Bilíngue de Surdos (NEBS), vinculado à Gerência de Inclusão, Diversidade e Cidadania (Gerinc). Entre suas atribuições estão a orientação técnica às unidades escolares, avaliações e apoio à elaboração de estratégias pedagógicas.

O núcleo não foi criado agora. A Secretaria Municipal de Educação já havia divulgado sua estruturação em dezembro de 2024, como parte da organização do atendimento bilíngue. O dado novo apresentado em outubro de 2026 é o quantitativo de profissionais e estudantes acompanhados pela rede.

O que os números ainda não mostram

A divulgação municipal não detalha a distribuição dos 51 profissionais por escola, a carga horária individual de atendimento ou a existência de demanda reprimida. Essas informações são relevantes para avaliar a cobertura do serviço e o acesso efetivo dos estudantes à proposta pedagógica.

Famílias que precisam de informações sobre matrícula, acompanhamento e recursos de acessibilidade podem procurar a unidade escolar e a Secretaria Municipal de Educação. O canal institucional da SME disponibiliza orientações sobre a rede e seus serviços.

As informações sobre o atendimento atual foram divulgadas pela Secretaria Municipal de Educação de Goiânia. O histórico de criação do núcleo consta em publicação oficial da SME.

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