Goiânia é 110ª em meio ambiente, mas 897ª em qualidade de vida em ranking mundial
Capital ocupa a 657ª posição geral entre mil cidades; estudo da Oxford Economics avalia cinco dimensões e mostra diferenças entre os indicadores.
Capital ocupa a 657ª posição geral entre mil cidades; estudo da Oxford Economics avalia cinco dimensões e mostra diferenças entre os indicadores.

Goiânia aparece entre as 110 cidades mais bem colocadas no indicador ambiental do Global Cities Index 2026, mas ocupa a 897ª posição em qualidade de vida. Na classificação geral, a capital goiana ficou em 657º lugar entre mil centros urbanos analisados pela consultoria britânica Oxford Economics. O contraste mostra que um resultado positivo em uma área não significa desempenho semelhante nas demais.
O levantamento ganhou nova repercussão após a Prefeitura de Goiânia divulgar, em 31/10, o desempenho ambiental da cidade e destacar que, nesse recorte, ela ficou à frente de metrópoles como Nova York, Boston e Tóquio. A comparação se refere exclusivamente à dimensão ambiental. No índice completo, Nova York lidera a classificação geral, enquanto Goiânia aparece na 657ª colocação.
O que o ranking mede
O Global Cities Index reúne indicadores econômicos, sociais, ambientais e institucionais. A metodologia atribui notas de zero a cem em cinco dimensões: economia, capital humano, qualidade de vida, meio ambiente e governança. A pontuação final combina os resultados, de modo que uma posição elevada em uma categoria pode coexistir com colocações mais baixas em outras.
No detalhamento de Goiânia, o meio ambiente é a dimensão de melhor desempenho, com a 110ª colocação e nota de 79,7 pontos. A capital aparece em 554º lugar em governança, 558º em capital humano, 715º em economia e 897º em qualidade de vida. A nota geral informada no levantamento é de 32,1 pontos. Entre as cidades brasileiras avaliadas, Goiânia ficou em 16º lugar na classificação completa.

Meio ambiente não é o mesmo que qualidade de vida
A categoria ambiental considera fatores como qualidade do ar, acesso a áreas verdes, exposição a riscos climáticos, intensidade de emissões e resiliência ambiental. O indicador não é uma contagem simples de parques ou árvores. Por isso, a presença de espaços verdes na paisagem da capital não permite, isoladamente, explicar sua colocação no estudo.
Já o componente de qualidade de vida reúne aspectos que afetam a rotina dos moradores, como renda, custo da moradia, expectativa de vida, criminalidade e acesso a atividades culturais e de lazer. A diferença entre as posições de Goiânia nessas duas dimensões evidencia a necessidade de observar o conjunto dos critérios antes de tratar o índice como uma avaliação única da cidade.
Como interpretar as posições de Goiânia
O ranking também não significa que a cidade tenha melhor qualidade de vida do que todas as metrópoles que superou no recorte ambiental. As colocações representam resultados relativos dentro da metodologia da Oxford Economics, que utiliza dados e projeções para comparar os centros urbanos. A análise é útil para identificar pontos fortes e desafios, mas não substitui indicadores locais sobre serviços públicos, moradia, mobilidade ou segurança.
A classificação completa e a metodologia estão disponíveis na plataforma da Oxford Economics. O resultado de Goiânia havia sido apresentado em reportagens de outubro e voltou ao debate público com a divulgação municipal do recorte ambiental no sábado (31/10).
