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Saúde

Goiás identifica alterações ligadas ao câncer de mama em 195 testes genéticos pelo SUS

Balanço estadual reúne exames feitos desde 2024; acesso depende de avaliação médica, e resultado alterado não significa diagnóstico de câncer.

Por Débora Evelyn · 2 min de leitura
Tubos de amostras em laboratório médico, fotografia ilustrativa que não mostra a coleta de DNA-HPV em Goiás
Foto ilustrativa de laboratório médico, registrada em Abuja (Nigéria), sem relação com unidades de saúde de Goiás. Crédito: Frankincense Diala / Wikimedia Commons, licença CC0 1.0.

Um levantamento divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás neste sábado (31/10) mostra que 1.153 testes genéticos foram realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro de 2024 e setembro de 2026. Em 195 exames, equivalentes a 16,9% do total, foram encontradas alterações relacionadas à predisposição hereditária ao câncer de mama e de ovário.

Os exames fazem parte do programa Goiás Todo Rosa, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG). A iniciativa busca identificar mulheres com maior probabilidade de desenvolver essas doenças por fatores genéticos e direcioná-las a acompanhamento especializado.

Os resultados positivos não representam diagnóstico de câncer. Uma alteração genética pode indicar risco aumentado, mas não significa que a paciente esteja com a doença ou que necessariamente irá desenvolvê-la. A interpretação depende de avaliação clínica individual.

Segundo a Secretaria de Saúde, as mulheres com alterações identificadas já estão em acompanhamento na rede pública. O atendimento pode incluir monitoramento específico, exames e outras medidas preventivas definidas pela equipe médica.

Quem pode fazer o teste pelo SUS em Goiás?

O exame não é disponibilizado automaticamente a todas as pacientes. É necessária avaliação médica e indicação conforme os critérios do programa. Depois da análise do caso, o encaminhamento ocorre pela regulação estadual, com coleta de sangue ou saliva.

As amostras seguem para o Centro de Genética Humana da UFG, onde são investigadas alterações em genes como BRCA1 e BRCA2, associados ao risco hereditário de câncer de mama e de ovário. Quando houver indicação, familiares também podem receber orientação especializada.

Para quem deseja saber se atende aos critérios, o caminho é procurar a rede pública de saúde e relatar ao profissional responsável o histórico pessoal e familiar de câncer. A decisão sobre o encaminhamento é médica, e não há indicação de que o exame possa ser solicitado diretamente pela paciente sem avaliação.

O que os números mostram

O percentual de 16,9% se refere aos testes realizados no grupo de pacientes selecionadas para avaliação genética. Não deve ser interpretado como a proporção de mulheres goianas com mutações hereditárias ou com câncer.

Criado em 2023, o Goiás Todo Rosa teve sua política estadual lançada em junho de 2026. O governo informa que a iniciativa integra ações de prevenço, diagnóstico e acompanhamento na rede de saúde, mas não divulgou, nesse balanço, o tempo médio de espera para o exame nem a distribuição dos atendimentos por município.

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