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Bolsa Família com reajuste começa a ser pago nesta segunda-feira (19/10); piso sobe para R$ 691 e calendário acaba na quarta

Primeira folha com aumento de 15,04% atende 18,91 milhões de famílias. NIS final 1 recebe hoje, final 2 na terça-feira (20/10) e todos os outros na quarta-feira (21/10). Veja quanto subiu cada parcela.

Por Kelly Sales · 4 min de leitura
Criança segura o cartão do programa Bolsa Família, que paga em outubro o primeiro mês com reajuste de 15%

O dinheiro novo do Bolsa Família começou a cair nesta segunda-feira (19/10). É o primeiro pagamento com o reajuste de 15,04% definido pelo Governo Federal em setembro, que levou o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691. E tem outra novidade que muda a rotina de quem depende do benefício: em vez de se espalhar por quase duas semanas, o calendário de outubro termina já na quarta-feira (21/10).

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a folha de outubro atende 18,91 milhões de famílias em todo o país, com investimento de R$ 12,88 bilhões. O benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777.

Calendário de outubro: quem recebe em cada dia

O pagamento segue o último número do NIS, que aparece no cartão do programa. Neste mês, ficou assim:

  • Segunda-feira (19/10): NIS com final 1. Famílias de municípios em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo Governo Federal recebem todas neste dia, qualquer que seja o final do NIS.
  • Terça-feira (20/10): NIS com final 2.
  • Quarta-feira (21/10): NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Na prática, quem tem NIS terminado em 9 ou 0, e que costumava esperar até o fim do mês, vai receber nove dias antes. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a antecipação é uma medida de proteção diante dos efeitos do chamado “super El Niño”, que tem provocado temporais no Sul e seca no Semiárido. O formato concentrado também vai valer em novembro e dezembro.

O MDS contabilizou 518 reconhecimentos federais de emergência ou calamidade só entre agosto e setembro deste ano, mais que o dobro dos 253 registrados no mesmo período de 2025.

Quanto subiu cada parte do benefício

O Bolsa Família não é um valor fechado: ele é a soma de várias parcelas, que dependem de quantas pessoas moram na casa e da idade de cada uma. O reajuste, publicado no Decreto nº 13.120, de quinta-feira (17/09), mexeu em todas elas:

  • Benefício de Renda de Cidadania: de R$ 142 para R$ 164 por pessoa da família.
  • Benefício Primeira Infância: de R$ 150 para R$ 173 por criança de até 6 anos.
  • Benefício Variável Familiar: de R$ 50 para R$ 58 por gestante, mãe que amamenta e criança ou adolescente de 7 a 17 anos.
  • Benefício Complementar: garante que nenhuma família receba menos que o piso, que subiu de R$ 600 para R$ 691.

A correção usou o INPC, índice de inflação das famílias de menor renda, acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026. Foi a primeira atualização desde que o programa voltou ao formato atual, em 2023. A Lei nº 14.601/2023 permite reajustes em intervalos de até 24 meses e proíbe reduzir os valores.

Faça a conta da sua família

Para entender o que muda no bolso, veja dois exemplos feitos pelo Uai com os valores oficiais:

Mãe com dois filhos, um de 3 e outro de 10 anos: são três parcelas de R$ 164 (R$ 492), mais R$ 173 pela criança pequena e R$ 58 pelo filho de 10 anos. Total: R$ 723. Antes do reajuste, a mesma família recebia R$ 626. São R$ 97 a mais por mês.

Casal sem filhos: as duas parcelas de R$ 164 somam R$ 328, abaixo do piso. Por isso entra o complemento, e a família recebe R$ 691, contra R$ 600 antes. São R$ 91 a mais.

O valor exato de cada família aparece no aplicativo Bolsa Família e no Caixa Tem. Também dá para consultar nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e nas agências da Caixa.

O que fazer para não perder o benefício

O programa atende famílias inscritas no Cadastro Único com renda de até R$ 218 por pessoa. Estar no CadÚnico é obrigatório, mas não garante a entrada imediata. Quem já recebe precisa cumprir as regras de saúde e educação, porque o descumprimento pode levar ao bloqueio e até ao cancelamento:

  • Crianças de 4 e 5 anos precisam ter pelo menos 60% de frequência escolar.
  • Crianças e adolescentes de 6 a 17 anos precisam de pelo menos 75% de frequência.
  • Crianças menores de 7 anos devem estar com a vacinação em dia e fazer o acompanhamento de peso e altura.
  • Gestantes precisam fazer o pré-natal.

Outra regra importante: manter o cadastro atualizado. Mudou de endereço, alguém saiu ou entrou na casa, ou a renda mudou? A atualização deve ser feita no Cras da sua cidade, levando o CPF de todos os moradores.

Próximos pagamentos

Como o calendário concentrado vale até o fim do ano, os pagamentos de novembro e dezembro também devem sair em poucos dias, sempre começando pelo NIS de final 1. A última parcela de 2026 está prevista para quarta-feira (23/12), antes do Natal. O dinheiro que não for sacado fica disponível por 120 dias.

Conhece alguém que recebe o Bolsa Família? Compartilhe esta matéria para que ninguém perca a data deste mês. Continue acompanhando o Uai Notícias Goiás e confira também a reentrega dos cartões do Mães de Goiás e do Dignidade em Aparecida e o feirão com mais de 10 mil vagas de emprego em Goiânia.

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