Benito di Paula morre aos 84 anos; velório aberto ao público é nesta terça-feira (20/10) no Theatro Municipal de São Paulo
Cantor, compositor e pianista de “Retalhos de Cetim” e “Charlie Brown” tratava um câncer de próstata havia cerca de um ano. Fãs podem se despedir das 9h às 15h; o sepultamento será restrito à família.

A música brasileira perdeu uma das vozes mais populares dos anos 1970. O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu no domingo (18/10), aos 84 anos, no Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Ele tratava um câncer de próstata havia cerca de um ano e morreu em decorrência de complicações da doença.
Dono de sucessos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Mulher Brasileira”, Benito ajudou a levar o samba ao piano e o romantismo para as rádios de todo o país, num estilo que ficou conhecido como samba-joia.
Velório e sepultamento
O velório será nesta terça-feira (20/10), das 9h às 15h, no Salão Nobre do Theatro Municipal de São Paulo, no Centro da capital paulista. A cerimônia é aberta ao público, para que fãs, amigos e admiradores possam se despedir do artista.
O sepultamento está marcado para as 17h do mesmo dia, no Cemitério do Morumby, e será restrito aos familiares.
De Nova Friburgo para o Brasil
Benito di Paula era o nome artístico de Uday Vellozo, nascido em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. O pai, o músico José Vellozo, foi quem o levou para a música. Benito começou a gravar ainda nos anos 1950 e cantou na noite por muitos anos antes de estourar nacionalmente.
O auge veio nos anos 1970. “Retalhos de Cetim”, de 1973, virou um dos sambas mais cantados do país. No ano seguinte, foi a vez de “Charlie Brown” tomar conta das rádios. Depois vieram “Vai Ficar na Saudade” e “Mulher Brasileira”, entre muitos outros discos e shows lotados.
Sentado ao piano, de cabelos compridos e bigode, Benito virou uma figura fácil de reconhecer na TV. Ele costumava se definir como “sambeiro” e “pianeiro”, e sua música aproximava o samba do bolero, do jazz e das canções românticas.
Uma carreira de mais de cinco décadas
Mesmo depois do auge, Benito nunca parou. Continuou gravando discos e fazendo shows, e viu novas gerações redescobrirem o samba-joia. Em 2025, a história dele foi tema do enredo da escola de samba Águia de Ouro, no Carnaval de São Paulo, uma homenagem em vida ao artista.
As canções de Benito também atravessaram o tempo pelas regravações, pelos programas de TV e pelas rodas de samba, onde “Retalhos de Cetim” segue como presença quase obrigatória.
Sucessos de Benito di Paula
- “Retalhos de Cetim” (1973)
- “Charlie Brown” (1974)
- “Vai Ficar na Saudade” (1975)
- “Mulher Brasileira” (1975)
- “Se Não For Amor”
- “Ah, Como Eu Amei” (1981)
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