Pular para o conteúdo
Envie sua pauta

Agora
Cidades

Squishies: Procon Goiás alerta pais para risco de queimaduras e acidentes com o brinquedo da moda; veja o que conferir antes de comprar

Órgão pede que famílias não aqueçam os brinquedos no micro-ondas, não cortem nem furem o material e desconfiem de desafios das redes sociais. Selo do Inmetro e nota fiscal são os primeiros cuidados.

Por Débora Evelyn · 3 min de leitura
Criança segura dois brinquedos squishies coloridos, um amarelo e um azul, nas mãos

Eles são macios, coloridos, cabem na palma da mão e viraram febre entre a criançada. Mas os squishies, os brinquedos de apertar que bombam nos vídeos das redes sociais, entraram no radar do Procon Goiás. Nesta segunda-feira (19/10), o órgão divulgou um alerta para pais e responsáveis depois de relatos de acidentes, incluindo queimaduras em crianças, e listou o que conferir antes da compra e durante o uso.

O recado principal é simples: o brinquedo foi feito para ser apertado, e nada além disso. Nada de micro-ondas, forno, faca, tesoura ou “experimentos” copiados da internet.

“Não basta que o produto seja bonito, esteja na moda ou tenha um preço atrativo”, resumiu o superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston.

Por que o squishy pode queimar

Muitos desses brinquedos têm espuma, gel ou líquido por dentro. Nas redes sociais, circulam vídeos e desafios que ensinam a esquentar o squishy no micro-ondas para deixá-lo “mais mole”, ou a cortar e furar o material para ver o que tem dentro. É aí que mora o perigo: aquecido, o recheio pode ficar muito quente e escapar de uma vez, atingindo as mãos, o rosto ou a boca da criança. Aberto, o brinquedo expõe um conteúdo que não foi feito para ser tocado nem engolido.

Por isso, a orientação do Procon é clara: não aqueça o squishy no micro-ondas, no forno nem perto de fontes fortes de calor, e não corte, não fure, não abra nem modifique o brinquedo. Vale conversar com as crianças sobre os vídeos que incentivam essas práticas.

Antes de comprar: o que conferir

  • Selo do Inmetro: brinquedos que exigem certificação precisam ter o selo de conformidade na embalagem;
  • Quem fabricou: o fabricante ou o importador tem que estar identificado;
  • Faixa etária: respeite a idade indicada e leia os avisos de segurança;
  • Nota fiscal: peça sempre. Ela garante seus direitos se houver problema;
  • Sinais de alerta: embalagem sem informações, com erros de português ou preço muito abaixo do mercado indicam que o produto pode ser irregular.

O brinquedo rasgou ou vazou? Faça assim

Se o squishy aparecer com rasgo, furo, vazamento de líquido ou gel, cheiro forte ou aparência diferente, a orientação é tirar o brinquedo da criança na hora e parar de usar. Guarde a embalagem, a nota fiscal e, se puder, fotos do defeito. Esses registros ajudam na hora de reclamar com a loja e de comunicar o acidente ao Inmetro, que acompanha problemas com produtos certificados.

Se a criança se machucar, a prioridade é o atendimento médico. Depois, com os documentos em mãos, a família pode procurar o Procon para registrar a reclamação contra a loja ou o fabricante.

O que muda para você

Com o Dia das Crianças recente e as compras de fim de ano chegando, os squishies estão em toda parte: em lojas de shopping, bancas de camelô, sites e aplicativos de compra. O alerta não significa que o brinquedo seja proibido. Significa que vale escolher com mais cuidado, de preferência em loja que dê nota fiscal, e ficar de olho no jeito como a criança brinca, principalmente quando ela quer imitar algum vídeo da internet.

Tem filho, sobrinho ou neto que adora squishy? Compartilhe este alerta com a família e continue acompanhando o Uai Notícias Goiás para mais serviço e direitos do consumidor. Veja também: Bolsa Família com reajuste começa a ser pago nesta semana; confira o calendário.

Leia também

Receba as notícias do Uai no seu e-mail

As principais notícias de Goiânia e de Goiás, sem spam. Cancele quando quiser.

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Notícias no WhatsApp