
Um grupo formado por 21 famílias indígenas venezuelanas foi despejado nesta sexta-feira (28) do imóvel onde vivia há cerca de oito anos, em Goiânia. Ao todo, são 56 pessoas que agora precisam encontrar um novo local para morar. Entre elas estão 17 crianças, sete adolescentes, 24 adultos e cinco idosos.
Segundo informações repassadas por pessoas que acompanham o grupo, o despejo foi realizado pelo proprietário do imóvel. A justificativa apresentada é que ele pretende demolir a casa para construir uma nova residência destinada a familiares. As famílias, então, precisaram deixar o local e, desde o início do dia, representantes da assistência social buscam uma alternativa de moradia.
A situação preocupa principalmente por envolver crianças e idosos. O grupo reúne indígenas da etnia Warao, originários da Venezuela, que vivem em Goiânia há anos. Sem uma alternativa imediata, existe o risco de que parte das famílias fique sem um local adequado para passar a noite.
A mobilização envolve equipes da assistência social, da área de Direitos Humanos e da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres. O objetivo é encontrar um espaço que possa receber as famílias de forma conjunta.
De acordo com quem acompanha a situação, uma das dificuldades é justamente encontrar um local que comporte todo o grupo. As famílias manifestaram o desejo de permanecer juntas, em vez de serem encaminhadas para diferentes abrigos ou unidades de acolhimento.
Atualmente, uma das alternativas avaliadas é um prédio considerado precário, mas que poderia receber temporariamente as famílias enquanto uma solução definitiva é encontrada.
Dos 56 indígenas que precisam de uma nova moradia, 24 são crianças e adolescentes. São 17 crianças de até 11 anos e sete adolescentes entre 12 e 17 anos. O grupo também conta com cinco pessoas com 60 anos ou mais.