Professora e candidata a deputada federal pelo PSD aponta alfabetização, formação de professores e continuidade das políticas públicas como prioridades para a educação nacional.

A educação brasileira precisa de políticas que ultrapassem os ciclos de governo e tenham continuidade ao longo dos anos. Essa é uma das principais propostas defendidas pela professora e candidata a deputada federal pelo PSD, Fátima Gavioli, que coloca a alfabetização, a formação de professores e o acompanhamento da aprendizagem entre os pontos que considera prioritários para a agenda nacional.
Segundo Fátima, mudanças estruturais na educação não podem depender exclusivamente da troca de gestores. Para ela, a sucessão de governos e a interrupção de programas dificultam a consolidação de resultados e comprometem políticas que exigem planejamento de longo prazo.
A alfabetização aparece como um dos principais pontos de sua proposta. A candidata defende que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade adequada e que Língua Portuguesa e Matemática recebam atenção prioritária nos primeiros anos da vida escolar. Na avaliação dela, uma mudança consistente nos indicadores educacionais depende de uma estratégia que seja mantida por pelo menos uma década.
“Não se pode falar em melhoria da educação brasileira enquanto todas as crianças não estiverem alfabetizadas na idade certa”, afirmou.
Outro ponto destacado por Fátima é a formação dos professores. A candidata defende mudanças na formação inicial dos profissionais, com maior aproximação entre a preparação acadêmica e a realidade das salas de aula, além da ampliação da formação continuada.
Para ela, as dificuldades de aprendizagem precisam ser identificadas ainda nos primeiros anos da educação básica. A preocupação é especialmente relacionada à Matemática, área em que defasagens acumuladas podem acompanhar o estudante durante toda a trajetória escolar.
“Ou ele aprende lá nos primeiros anos de vida, ou essa dificuldade vai se arrastar até ele ter ensino médio”, avaliou.
A experiência de Fátima na gestão da Educação em Goiás também é utilizada como referência para as propostas que pretende levar ao debate federal. À frente da pasta por mais de sete anos, ela defende que o acompanhamento do estudante seja contínuo e permita identificar dificuldades antes que elas se transformem em problemas maiores.
“O aluno está aqui no segundo e no próximo ano é terceiro, é quarto, é quinto, até que ele chegue ao décimo. Não tem esse acompanhamento”, afirmou.
A proposta apresentada pela candidata parte, portanto, da ideia de que a educação precisa ser tratada como uma política de Estado, com metas de longo prazo, continuidade administrativa e mecanismos permanentes de avaliação da aprendizagem.
Com a pré-campanha voltada à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Fátima Gavioli busca levar para o cenário nacional pautas que já fizeram parte de sua atuação na área educacional em Goiás, colocando a melhoria da aprendizagem e a valorização dos profissionais entre os principais temas de sua agenda.