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Plano de saúde pode ser obrigado a fornecer medicamento de alto custo prescrito por médico

Por Kelly Sales · Atualizado · 2 min de leitura

Ibedec Goiás orienta consumidores sobre negativas de cobertura e destaca quando a Justiça pode determinar o fornecimento de medicamentos de alto custo.


Pacientes que dependem de medicamentos de alto custo para tratamentos graves podem recorrer à Justiça diante de negativas consideradas indevidas por operadoras de planos de saúde. Em Goiás, uma decisão liminar determinou que uma operadora fornecesse, em até cinco dias, um medicamento de alto custo prescrito para uma paciente em estado grave. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 2 mil, além da possibilidade de bloqueio judicial de valores para a aquisição direta da medicação.

A orientação, porém, depende das características de cada contrato, do tratamento indicado e das regras aplicáveis ao caso. Por isso, diante de uma negativa, o consumidor deve reunir a documentação médica e buscar orientação especializada.

De acordo com o Ibedec Goiás, nos contratos de planos de saúde submetidos à legislação de proteção ao consumidor, cláusulas que coloquem em risco a saúde ou a integridade física do usuário podem ser consideradas abusivas.

A entidade também destaca que a operadora não deve substituir o médico assistente na definição da conduta terapêutica. Em situações envolvendo tratamentos de alta complexidade, doenças graves ou casos urgentes, uma negativa pode ser questionada administrativamente e, dependendo do caso, judicialmente.

O Ibedec Goiás orienta que pacientes e familiares adotem algumas medidas para documentar a situação:

No caso citado pelo Ibedec Goiás, a Justiça determinou que a operadora disponibilizasse o tratamento oncológico prescrito para uma paciente em estado grave. A decisão estabeleceu prazo de cinco dias para o cumprimento e multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.

A medida também autorizou o bloqueio judicial de valores para possibilitar a aquisição direta da medicação, caso a operadora não cumprisse a determinação.

Para o Ibedec Goiás, situações como essa mostram a importância de o consumidor conhecer seus direitos e manter documentadas todas as etapas do atendimento, especialmente quando uma negativa pode comprometer a continuidade de um tratamento.

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