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Goiânia tem a maior inflação do país em 2026, e tomate sobe 32% em um mês, aponta IBGE

Prévia da inflação de outubro mostra alta de 4,76% no ano na capital, contra 4,15% no Brasil. Comida em casa já subiu 7,57% em 2026; cebola, limão e arroz também pesaram.

Por Meyre Ellen · 3 min de leitura
Tomates vermelhos amontoados em banca de feira; preço do tomate subiu 32,59% em um mês em Goiânia, segundo o IPCA-15 do IBGE

Quem faz feira em Goiânia sentiu no bolso, e agora o IBGE confirmou em número: a capital goiana tem a maior inflação acumulada de 2026 entre as 11 regiões pesquisadas no país. Pela prévia oficial de outubro, o IPCA-15, divulgada na sexta-feira (23/10), os preços em Goiânia subiram 4,76% de janeiro até agora, contra 4,15% na média do Brasil. O vilão do mês foi o tomate, que ficou 32,59% mais caro em apenas 30 dias.

Em 12 meses, a alta em Goiânia chega a 5,38%, também a mais alta do levantamento e bem acima do teto da meta de inflação do país, que é de 4,5%. Só em outubro, a prévia na capital foi de 0,44%, a terceira maior do mês, atrás de Belém (0,76%) e de Belo Horizonte (0,59%). No Brasil, o índice ficou em 0,32%.

Maior alta para o período desde 2021

Os dados do IBGE mostram que o goianiense não via a inflação acumulada correr tão rápido nesta altura do ano desde 2021, quando o país vivia a disparada de preços do pós-pandemia. Veja como estava o acumulado do IPCA-15 de janeiro a outubro em Goiânia nos últimos anos:

  • 2021: 8,06%
  • 2022: 3,42%
  • 2023: 3,07%
  • 2024: 3,66%
  • 2025: 3,86%
  • 2026: 4,76%

No ranking do ano, Goiânia aparece à frente de Fortaleza (4,66%), Rio de Janeiro (4,57%) e Recife (4,55%). Brasília, vizinha que muita gente usa como comparação, tem 4,10%. A capital com o menor acumulado é Curitiba, com 2,27%.

Comida em casa puxou a alta

O peso maior veio do carrinho do supermercado e da banca da feira. O grupo alimentação e bebidas subiu 1,46% em outubro em Goiânia, e a comida consumida em casa, 1,81%. No ano, a alimentação no domicílio já acumula 7,57%, bem acima do índice geral.

Os itens que mais subiram de um mês para o outro na capital foram:

  • Tomate: 32,59%
  • Cebola: 16,45%
  • Limão: 14,87%
  • Batata-inglesa: 9,53%
  • Arroz: 5,32%
  • Laranja-pera: 4,48%
  • Alho: 3,86%
  • Queijo e óleo de soja: 3,32% cada
  • Pão francês: 2,23%

Ou seja: a base do almoço do dia a dia, o arroz, o tempero e a salada, ficou mais cara de uma vez. Nas carnes, a alta foi menor no mês (0,73%), mas cortes como cupim (2,44%) e alcatra (2,02%) subiram acima da média.

O que ficou mais barato

Nem tudo subiu. Na própria feira, a cenoura caiu 12,82% em outubro, o repolho, 8,92%, o feijão-carioca, 3,45%, e a melancia, 2,99%. O grupo habitação recuou 0,35%, com a ajuda da conta de luz: em outubro, a bandeira tarifária voltou para a verde, sem cobrança extra. O grupo saúde e cuidados pessoais também caiu (-0,87%), puxado por remédios e produtos de higiene.

Outros grupos que pesaram em Goiânia no mês foram artigos de residência (0,96%), comunicação (0,70%), despesas pessoais (0,68%) e transportes (0,56%). No acumulado do ano, além da comida, chamam atenção despesas pessoais (6,82%), educação (6,63%) e saúde (5,21%).

Entenda o IPCA-15

O IPCA-15 é a prévia da inflação oficial do país. Ele usa a mesma metodologia do IPCA, mas com preços coletados entre a metade de um mês e a metade do seguinte. Por isso, mostra antes para onde a inflação está indo. O IBGE pesquisa preços em 11 regiões; no Centro-Oeste, entram no levantamento só Goiânia e Brasília. O resultado fechado de outubro, o IPCA, sai no começo de novembro.

O que muda para você

Na prática, o dinheiro perde valor mais rápido na capital do que na média do país. Com tomate e cebola em alta, vale comparar preços entre feiras, sacolões e supermercados, aproveitar os dias de promoção de hortifrúti e trocar, quando der, por itens que baratearam, como cenoura e repolho. As variações de preço de hortaliças costumam ser fortes e rápidas: dependem da safra e do clima, e podem mudar de direção de uma semana para outra.

Quer entender como outras decisões mexem com o seu dinheiro? Leia também o prazo do Negocie Já II para quitar IPVA e ICMS com desconto e o que o mercado espera para a inflação e os juros. Acompanhe o Uai e compartilhe esta matéria com quem faz as compras da casa.

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